Um xeque-mate sangrento. Teria precedentes?

Durante a Guerra Fria, que durou mais de quatro décadas no século passado, assistimos a embates civilizados entre as potências mundiais em volta de um tabuleiro, do lado soviético os mestres Karpov (soviético-russo) e Kasparov (soviético-azerbaijanês) e do lado ocidental o americano Fisher.

Veio a Perestroika com o líder Gorbachev que desmontou a União Soviética, caiu o muro de Berlim e o mundo respirava e esperava liberdade e prosperidade. Será?  Parece que não exatamente.

O massacre na Ucrânia é uma resposta insana e desproporcional a pontos mal resolvidos, principalmente quando o seu vizinho passa a ser um ex-amigo. Aliás, será que existem coincidências com a história recente? Um líder com cara de psicopata matando todos pela frente! Parece que sim, já vimos isso na década de 1940. 

Como o nosso tema não é geopolítica, isso é para os “especialistas” que somos convidados a tentar entender, temos que avaliar o que vai se passar com a boa e velha energia e outros aspectos da nossa economia.

A Rússia, detentora de muito combustível fóssil, e de redes de distribuição de gás alimenta grandes países da Europa ocidental que utilizam o insumo para aquecimento e em especial substituição por fontes nucleares, como é o caso da Alemanha, que, após Fukushima, decidiu pela “limpeza” da matriz energética. Não será bem assim, alguns sonhos terão que ser prorrogados. 

A elevação do preço do barril de petróleo para USD 130, os embargos sofridos pelos russos, a falta dos minerais que compõem os fertilizantes químicos que são produzidos naquela parte do mundo, a redução de exportação de alimentos, são algumas das consequências que passaremos também aqui no Brasil. 

As fontes renováveis, que se tornaram protagonistas de um futuro verde, não possuem ainda a capacidade de responderem por energia de base. A troca de gás por sol ou por vento, por enquanto, não é possível.

Nos anos de 1970, o mundo acompanhou o embargo do petróleo promovido pela OPEP em retaliação à situação política no Oriente Médio. Vale repetir as lições aprendidas naquela oportunidade? Claro que sim! 

Nessas semanas que deixamos de ouvir sobre Corona e passamos a ouvir sobre a guerra, poucos falaram sobre redução de desperdícios e eficiência energética. Por quê? Não dá lucro? Não vale a pena?

Nosso modo de vida deve dar chance para modelos mais leves e, de fato, mais sustentáveis valorizando o transporte público digno e barato, como ferrovias interligando nossas capitais e, no campo doméstico, ciclovias que interliguem os modais, e energia consumida com consciência e conhecimento técnico.

Que tenhamos boas novas! 

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