Tutorial Variações de tensão de curta duração – Parte 3

dez, 2017

Exemplo de aplicação – Agregação de eventos

 A Tabela 1 apresenta o registro de vários eventos individuais obtidos para um determinado ponto de monitoração, em um período de 30 dias consecutivos, culminando em um total de 33 eventos.

Tabela 1 – Registro de eventos individuais de VTCD em um determinado ponto de monitoração

Dicas de Instalações - tabela 1

Como pode ser observado na Tabela 1, os 33 eventos individuais, após as devidas agregações, resultaram em um total de apenas 11 eventos agregados a serem efetivamente contabilizados. De forma complementar, tem-se ainda que:

  1. As agregações de fases foram realizadas com base no critério da união de fases;
  2. Os eventos individuais 16 e 17 são consecutivos (e não simultâneos), de forma que foram considerados os critérios de agregação temporal para caracterização do evento agregado representativo dos mesmos;
  3. A agregação dos eventos 18 a 26 foi realizada considerando-se inicialmente a agregação de fases para os conjuntos de eventos 18-20, 21-23 e 24-26. Com base nos resultados dessas agregações de fase, procedeu-se à agregação temporal dos três eventos resultantes, conforme mostrado no exemplo da Figura 5 (Parte 2 deste tutorial publicado na edição anterior);
  4. A agregação dos eventos 27-29 foi realizada conforme mostrado no exemplo da Figura 6 (Parte 2 do tutorial);
  5. A agregação dos eventos 30-33 foi realizada conforme mostrado no exemplo da Figura 7 (Parte 2 do tutorial).

Exemplo de aplicação – Cálculo do fator de impacto

A Tabela 2 apresenta um resumo dos eventos registrados após as agregações efetuadas no tópico anterior.

Dicas de Instalações -tabela2

Na sequência, considerando-se os eventos agregados indicados na Tabela 2, aloca-se a quantidade de eventos registrados em cada região de sensibilidade definida no módulo 8 do Prodist, conforme mostrado nas Tabelas 3 e 4.

Tabela 3 – Estratificação dos eventos em função da duração e amplitude

Dicas de Instalações - tab3

Tabela 4 – Estratificação dos eventos por região de sensibilidade

Dicas de Instalações - Tab4

Na sequência, o cálculo do Fator de Impacto é realizado utilizando-se a equação (1), considerando-se os fatores de ponderação, assim como o FIBASE, indicados na Tabela 5.

Equação-aula-prática

Tabela 5 – Fatores de ponderação e Fator de Impacto Base de acordo com a tensão nominal

Dicas-de-instalação-tab5

Considerando-se que o ponto de monitoração se refere ao ponto de entrega de uma unidade consumidora atendida em média tensão, tem-se que FIBASE = 2,13. Assim, tem-se:

Aula-pratica-equa2


Referências bibliográficas

[1] ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica. Procedimentos de Distribuição. Módulo 8, Qualidade da Energia Elétrica. Revisão 8. 2016.

 

[2] IEEE PES. IEEE Guide for Voltage Sag Indices. IEEE Std 1564 -2014.

 

[3] IEC – International Electrotechnical Commission. Electromagnetic compatibility (EMC) – Part 4.30: Testing and measurement techniques – Power quality measurement methods. IEC 61000-4-30. Edition 2.0, 2008-10.

*Por José Rubens Macedo Jr.

 

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