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Empresas que não adotarem conceitos modernos de sustentabilidade, não sobreviverão no mercado ao longo dos próximos anos. A adoção de boas práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) se consolidou como essencial para qualquer empresa se manter relevante, seja ela pequena ou grande. O descarte consciente, a redução das emissões de gases de efeito estufa, gestão de recursos hídricos e a promoção da diversidade e inclusão, estão entre as medidas que as empresas estão começando a adotar.

A pesquisa “Respondendo às tendências do consumidor na nova realidade”, realizada pela KPMG, aponta que, para os brasileiros, os aspectos ESG (Environmental, Social and Corporate Governance) são mais relevantes do que em outros países na hora de consumir.

A pesquisa analisou como as principais tendências do consumidor impactam as organizações em 12 mercados distintos entre maio e setembro de 2020. Ao todo, 25% dos consumidores afirmam que ao menos um fator de ESG é importante na hora da escolha da empresa ou produto que quer consumir.

O Brasil, ao longo de sua história, tem inovado na legislação ambiental e no modo de produzir e, a partir da década de 2000, a sustentabilidade do sistema de produção passou a ser reconhecida como prioridade e influenciou na adoção de iniciativas ESG pelas empresas, tornando os negócios sustentáveis.

Isso também tem refletido na Bolsa de Valores. Hoje, o investidor não se preocupa apenas com o lucro, mas também com o bem que a empresa faz. A boa notícia é que empresas interessadas em migrar para um sistema sustentável terão capital, já que investidores estão interessados em financiar esses projetos.

Uma das opções são os Títulos Verdes ou “Green Bonds”, títulos de renda fixa utilizados na captação de recursos para implantar ou refinanciar projetos e ativos que tenham atributos positivos do ponto de vista ambiental ou climático. É um mercado relativamente novo, mas que está grande expansão. Somente em 2019, US$ 260 bilhões foram emitidos em Títulos Verdes no mundo. Já para 2020, a estimativa é de aproximadamente US$ 350 bilhões em emissão de Títulos.

O Título Verde pode ser emitido por qualquer empresa, desde que ela consiga demonstrar a destinação dos recursos e o impacto positivo ao meio ambiente.

 

Samanta Pineda

 

Advogada atuante especialista em Direito Socioambiental, habilitada como Coordenadora de Gestão Ambiental pela DGQ da Alemanha, Professora de Direito Ambiental no MBA da Fundação Getúlio Vargas (FGV) de São Paulo e de Brasília, no INSPER/SP, na Fundação Escola Superior do Ministério Público do RS e no Instituto Brasileiro de Direito do Agronegócio IBDA (Faculdade CNA) de Brasília. É colunista do Jornal TerraViva e apresentadora do programa Ação Sustentável no canal Agromais do Grupo Band. Sócia fundadora do escritório Pineda e Krahn Sociedade de Advogados.

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