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Qualidade da iluminação pública

Neste artigo, trataremos da qualidade da iluminação de uma maneira ampla, buscando abordar as tendências deste tema na iluminação pública, que nos últimos anos evoluiu rapidamente em termos de eficácia luminosa e redução de custos de aquisição de luminárias LED. Entretanto, os pontos qualitativos dos sistemas não acompanharam a mesma evolução em termos de melhoria da qualidade da luz, de aplicação de temperatura de cor mais adequada, de reprodução de cores, de controle de ofuscamento e de poluição luminosa. Desta forma, precisamos trazer à tona estes e outros temas quanto aos aspectos qualitativos da iluminação, que precisa sofrer melhorias nos próximos anos.

A complexidade de um projeto de substituição de iluminação pública não deveria ser tratada somente como atendimento a índices de iluminância média e uniformidade dentro de um IRC de 70, conforme certificação compulsória. Os projetistas e estruturadores de projetos já poderiam estar incorporando com mais velocidade critérios qualitativos, tendo em vista que a viabilidade econômica do projeto atualmente já atingiu índices altamente significativos pelos motivos já citados (alto lm/W combinado com redução de preços). Sempre é bom lembrar de outro tema importante para qualidade da iluminação pública, que foi tratado recentemente: qualidade da manutenção e disponibilidade de luz. Abordaremos este tema novamente no futuro para maior detalhamento e profundidade. No que diz respeito ao aperfeiçoamento da qualidade, elencamos alguns aspectos a seguir:

– Temperatura de cor entre 1.800 K/2.000 K e 3.000 K em qualquer região das cidades. A demanda por temperaturas de cor mais baixa fará a indústria se preparar para esta tendência mundial que em muitos países já limita os valores máximos em 3.000 K. A eficácia luminosa, mesmo um pouco mais baixa nestas temperaturas de cor, é alta o suficiente para viabilizar qualquer projeto de eficiência, e não há desculpas para que os novos projetos sejam desenvolvidos com esta baixa temperatura de cor. Alguns países já estão banindo as temperaturas de cor na faixa de 4.000 K.

– Controle de ofuscamento: a inclusão dos índices BUG na norma nacional e em referências internacionais, com o controle de emissões para cada zona da cidade, já deveria estar sendo aplicada em larga escala no Brasil e nos processos de Parcerias Público-Privadas (PPPs). É um contrassenso ter uma boa uniformidade de iluminância se o ofuscamento gerado para obter esta uniformidade prejudicar a visão das pessoas que circulam pelas vias; 

– Melhoria do IRC e do espectro da luz: neste ponto os fabricantes do componente LED têm papel fundamental no sentido de “vender” estes diferenciais, visto que os componentes LED não são nem de perto o componente mais caro dentro de uma luminária pública LED. Um aumento do IRC mantendo os valores de eficácia e tendo pouco aumento de custo seria perfeitamente aceitável nos dias atuais;

– Em termos de poluição luminosa, os fatores acima citados também vão influenciar, mas aqui o planejamento das cidades e a definição de índices máximos por zona conferem disciplina não somente ao tipo de equipamento mais adequado, mas a um bom projeto luminotécnico que irá contribuir para evitar a luz direta e a luz refletida para o céu.

Em um futuro breve, seria importante o desenvolvimento de critérios mínimos, tais como a criação de indicador de desempenho de qualidade da iluminação, como proposto em trabalho da IFES do Espírito Santo em 2021, através dos colegas Marconi Fardin, Janaina Carneiro e Marcio Almeida1. Estes critérios e estudos serão a base necessária para uma mudança necessária e que pode ser rapidamente aplicada nos novos projetos de iluminação pública no Brasil

1https://ojs.ifes.edu.br/index.php/ric/article/view/959

Autor:

Por Luciano Haas Rosito, engenheiro eletricista, diretor comercial da Tecnowatt e coordenador da Comissão de Estudos CE: 03:034:03 – Luminárias e acessórios da ABNT/ Cobei. É professor das disciplinas de Iluminação de exteriores e Projeto de iluminação de exteriores do IPOG, e palestrante em seminários e eventos na área de iluminação e eficiência energética. | lrosito@tecnowatt.com.br

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