Parecidas, mas nem tanto

dez, 2013

Edição 94 – Novembro de 2013
Por Juliana Iwashita

Uma luminária muito comum utilizada em ambientes com pés direitos elevados, as chamadas aplicações highbay, para supermercados, galpões industriais, shoppings e centros de distribuição, são as luminárias com refratores prismáticos de 22”, podendo ser abertas ou fechadas, para aplicações que exigem um grau de proteção maior.

Esse tipo de luminária, apreciada por fornecer parte da luz de forma indireta, apresenta-se no mercado em diversos tamanhos, configurações e com diferentes tecnologias de fabricação que impactam diretamente no desempenho do produto e consequentemente no projeto luminotécnico.

Este artigo tem como objetivo demonstrar essas diferenças, comparando o resultado fotométrico e de aplicação de duas luminárias industriais com mesmo dimensional (refrator de 22’’) para o mesmo conjunto de equipamentos – lâmpada a vapor metálico de 400 W e reator eletromagnético com ignitor e capacitor – alterando-se apenas o tipo de refrator (ver Figura 1 e Tabela 1):

Analisando-se a Figura 2, nota-se que, embora as luminárias aparentemente sejam semelhantes quanto à forma, diferem-se muito em relação à curva de distribuição luminosa. A luminária A apresenta um refrator injetado com prismas bem definidos na região superior, que direcionam a maior parte da luz para o plano inferior, enquanto a luminária B, com refrator em vacuum forming, é mais transparente e não possui prismas tão eficientes, transmitindo a maior parte da luz para cima.

Para exemplificar uma aplicação desta luminária, foi realizada uma simulação em ambiente hipotético de 50 m x 120 m x 12 m de pé direito. Para obter-se 300 lux médios, são necessárias 100 luminárias do tipo A ou 121 luminárias do tipo B. Isto é, há uma redução de 21 luminárias e uma economia de 17% na potência instalada e no consumo quando comparada a luminária A em relação a B nesta situação.

A Tabela 2 compara as características das duas luminárias e do projeto hipotético. Verifica-se que o investimento inicial decorrente do maior custo da luminária A comparada a luminária B, torna-se insignificante perante a economia de energia gerada. Um retorno de investimento inferior a dois meses é obtido com essa solução, justificando a escolha pelo material do refrator injetado em detrimento ao refrator em vacuum forming.

Análises desse tipo, muitas vezes não são consideradas no momento da compra, mas devem ser ponderadas na escolha e especificação de produtos pelo projetista e respeitadas pelos compradores e clientes finais, visto que o mais barato pode-se tornar mais caro.

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