O inferno são os outros

Os nossos equipamentos não quebram NUNCA”. Essa afirmação, dita por um fornecedor de instrumentos para manutenção em cabos isolados, evidencia a famosa frase do filósofo francês Jean-Paul Sartre (1905 – 1980). Sartre entende que muitas pessoas não reconhecem suas falhas, preferindo atribuí-las a um fator externo qualquer. “O inferno são os outros” demonstra a dificuldade que o ser humano tem de assumir a responsabilidade sobre os seus atos.

De fato, os motivos que podem levar um equipamento de teste e medição de cabos isolados a falhar podem ser diversos: desde um problema no transporte ou no armazenamento dos instrumentos, até a maneira inadequada de realizar os testes de VLF (Very Low Frequency) e os ensaios de Tangente Delta e de Descargas Parciais, seja em concessionárias de energia, usinas eólicas e solares ou até nas indústrias. Entretanto, atribuir 100% dos problemas aos clientes e não assumir qualquer responsabilidade sobre eventuais falhas é concluir que Sartre acertou bem na elaboração de seu pensamento. 

Relembrando os ensinamentos do “pai do controle estatístico de qualidade”, o físico, engenheiro e estatístico Walter Shewhart, por menor que seja a probabilidade de falhas em um processo conduzido no estado da arte, ela existe. Fornecedores que negam esse fato e afirmam que seus equipamentos nunca quebram negligenciam qualquer ação pós-venda que garanta a disponibilidade de seus produtos e a satisfação do cliente final. Consequentemente, também não arcam com os custos provenientes de uma estrutura adequada para realizar manutenções e calibrações e da contratação de equipe qualificada para isso, podendo exercer suas atividades com um custo operacional extremamente baixo.

Por outro lado, fornecedores atentos aos ensinamentos de Shewhart, que assumem a responsabilidade por eventuais problemas, mesmo que trabalhem com ferramentas sofisticadas de qualidade e de produção, como o Six Sigma, a ISO 9000 e o Lean Manufacturing, preparam-se para cenários como esses com uma estrutura de pós-venda robusta. Isso significa treinar os clientes para as melhores práticas de operação dos seus equipamentos, contratar uma equipe de engenharia altamente qualificada para lidar com os mais diversos eventos, contar com uma infraestrutura preparada para realizar manutenções e calibrações constantes, entre outros aspectos que, certamente, refletem no custo final dos produtos. Quando um equipamento de teste e medição de cabos isolados se torna inoperante ou apresenta defeitos durante a operação, o cliente que apostou e investiu em um fornecedor preparado para dar um suporte adequado no pós-venda certamente estará bem assistido e sentirá o retorno do investimento em seus resultados. Os que se guiam apenas pelo preço terão de contar com a sorte e, caso o instrumento falhe, deverão culpar o fornecedor por estarem desassistidos de qualquer suporte. Como bem diz Sartre, “o inferno são os outros“, e não aqueles que não deram a devida importância na hora de contratar os parceiros certos para suas operações.

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