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O aproveitamento das armaduras do concreto como elemento natural do SPDA

Há indiscutíveis vantagens no aproveitamento das armaduras do concreto como elemento natural do SPDA, especialmente nos subsistemas de descida e aterramento, entre os quais pode-se enumerar:
– Redução do custo na instalação e na manutenção do sistema;
– Pouca exposição do sistema a furto;
– Viabilização da instalação em locais onde simplesmente não há condição física (espaço) para a fixação de elementos que formam a proteção etc.;
– Redução da possibilidade de centelhamento e do aparecimento de tensões de toque e passo;
– Exigência de condutores externos formando anéis intermediários interligando os condutores de descida deixa de ser necessária, pois os anéis intermediários que deveriam ser instalados conforme o nível de proteção adotado em projeto são substituídos pelas vigas de amarração dos pilares, geralmente dispostas a cada 3m em uma construção.

Em estruturas existentes ou ainda para assegurar a eficiência das interligações na fase de construção da edificação, a ABNT NBR 5419 recomenda ensaiar a continuidade elétrica das armaduras a fim de utilizá-las como componente natural do SPDA. Descrito no anexo F da norma, o método de ensaio para determinar a continuidade elétrica das armaduras da estrutura deve ser realizado através da medição da resistência ôhmica entre várias partes da estrutura. Para tanto devem ser escolhidos pontos estratégicos que proporcionem a configuração de circuitos de ensaio com comprimentos semelhantes. Em cada ponto, retira-se o concreto a fim de expor o vergalhão de aço da armadura o suficiente para que os terminais de ensaio (geralmente em forma de garra) possam ser conectados possibilitando a realização de diversas medições em várias direções (horizontal, vertical e diagonal). Basicamente, o procedimento denominado como primeira verificação é realizado entre o topo e a base do mesmo pilar, entre o topo e a base de pilares diferentes e ao longo das vigas (baldrame e de amarração dos pilares). Se, após diversas medições nos vários trechos citados, os valores medidos nos circuitos forem da mesma ordem de grandeza, relativamente ao comprimento de cada um deles, e todos inferiores a 1 Ω, a continuidade das armaduras é considerada aceitável. Já a verificação final, realizada após a instalação completa do SPDA, determina que a continuidade elétrica do sistema deve ser obtida por meio de uma única medição entre a parte superior do SPDA instalado e o BEP – Barra de equipotencialização principal. A resistência medida não deve ser superior a 0,2 Ω.

O instrumento de medição deve utilizar uma configuração a quatro fios (dois para injeção de corrente elétrica e dois para medição da tensão). Ele deve ser capaz de injetar corrente elétrica entre 1 e 10 ampères entre os pontos extremos do circuito sob ensaio e, ao mesmo tempo, medir a queda de tensão entre esses pontos da armadura. A resistência ôhmica do trecho é calculada dividindo-se a tensão medida pela corrente elétrica injetada, sendo que a maioria dos equipamentos possibilita a leitura direta desse valor.  O fato de o equipamento dever ser suficientemente robusto para oferecer esse nível de corrente ao circuito ensaiado, não significa que os resultados não possam ser obtidos com correntes menores, bastando para isso que o trecho seja relativamente curto ou que sua continuidade elétrica seja muito boa.

A configuração de equipamentos a quatro fios, basicamente miliohmímetros ou microohmímetros, evita possíveis erros no ensaio, provocados pela resistência própria dos cabos utilizados, porém, a baixa resistência de contato entre garras de ensaio com os vergalhões que fazem parte do circuito sob ensaio é fundamental para obtenção de resultados satisfatórios. A ABNT NBR 5419 não permite a utilização de multímetro na função de ohmímetro para a realização desse ensaio.

Autor:

Jobson Modena é engenheiro eletricista, membro do Comitê Brasileiro de Eletricidade (Cobei), CB-3 da ABNT, onde participa atualmente como coordenador da comissão revisora da norma de proteção contra descargas atmosféricas (ABNT NBR 5419). É diretor da Guismo Engenharia | www.guismo.com.br

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