Wago apresenta casos de sucesso na Oktobertech

dez, 2018

Segunda edição do evento mostrou diferentes tecnologias ligadas à indústria 4.0

A Wago, que atende ás demandas das mais diversas indústrias e segmentos, realizou a 2ª edição da Oktobertech, em Jundiaí, no dia 24 de outubro, reunindo  as empresas Danfoss, Kuka e Sick! para apresentar casos de sucesso de produtos de automação industrial, principalmente voltados à indústria 4.0.

A companhia atende soluções para diversos mercados, desde automação predial até controle de processos, com destaque para área certificada, área de energia (geração transmissão e distribuição) e de manufatura, com soluções remotas, modulares e práticas para implementação de máquinas.

O primeiro caso de sucesso apresentado foi realizado numa empresa de bebidas no Rio Grande do Sul, que tinha o desafio de fazer proteção elétrica de equipamentos para evitar perdas e aumentar a disponibilidade da máquina por meio de diagnósticos.

Para proteção elétrica, a Wago ofertou um disjuntor eletrônico, com a vantagem de ser muito mais sensível, conseguindo atuar de forma mais rápida na proteção, principalmente de cargas de correntes diretas (DC).

No caso do diagnóstico, o disjuntor eletrônico conta com três saídas que envia sinais S1, S2 e S3. O S1 é uma entrada digital que recebe comandos, por exemplo, de um CLP (controlador lógico programável), o S2 é uma saída digital do próprio disjuntor eletrônico que envia o diagnósticos e o S3 sinaliza com luz, indicando ao operador que existe problema.

A empresa também disponibilizou ao cliente um programa pronto para saber como interpretar os dados do disjuntor. Com apenas uma entrada digital, o disjuntor conseguiu oferecer esses diagnósticos, com a possibilidade de acionar comando de desarme e rearme.

Esses disjuntores possuem várias funcionalidades, permitindo ligar ou desligar um ou mais canais, com sinais de saídas de diagnósticos que disponibilizam status remotos para cada canal individualmente.

No segundo caso de sucesso, foi aplicado, em uma nova planta dentro de um fabricante de produtos de limpeza, um módulo de medição de energia para fazer a medição individualizada das linhas de produção, identificando, por exemplo, quanto custa um cubo de detergente, além de oferecer análise da taxa de distorção harmônica e da qualidade de energia, monitoramento de controle de demanda e correção do valor de potência. Todos esses dados ficam disponíveis no controlador. Essa medida trouxe redução de tempo de manutenção, eliminando atividades que não agregam valor e diminuição de custos de energia ao cliente.

No terceiro caso, um cliente precisava substituir sistemas antigos de comunicação, passando de Profibus para Modbus TCP. Foram 23 conversores que tiveram necessidade de atualização. O novo modelo agregou funcionalidades como medição de energia, de vibração e do consumo de água. O ponto chave foi a possibilidade de acessar diferentes redes de um mesmo dispositivo. Outro benefício foi a redução do custo de licença, sem necessidade de outros servidores.

Em outro caso, uma fabricante de ferramentas no Rio Grande do Sul também precisava reduzir o tempo de manutenção das subestações para aumentar a disponibilidade da planta.

A Wago trouxe a ideia da digitalização das subestações para garantir o fornecimento constante de energia e reduzir custo de manutenção, uma vez que a digitalização oferece o controle do equipamento e a segurança em eventuais acidentes.

Para esse projeto foi implantado a UTR Wago, trazendo benefícios como modularidade e independência de protocolos, com a integração dos equipamentos. A empresa disponibilizou webserver integrado, acessando localmente ou remotamente os sistemas, com segurança cibernética e de armazenamento abarcados.

Por último, a Kuka apresentou as funcionalidades de seus robôs colaborativos industriais, com a eliminação de grades e elementos de segurança dentro de uma fábrica, deixando o ambiente mais clean, além da redução do tempo de parada das intervenções humana, como por exemplo abrir ou fechar porta, já que o scanner executa essa tarefa automaticamente.

Os robôs dispõem de scanners de área, reduzindo a velocidade conforme a aproximação da pessoa. Esta tecnologia já está normatizada pela NR 12. A aplicação colaborativa permite a interatividade física entre robô e ser humano durante o tempo todo de trabalho.


*Por Adriana Dorante

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