Um mundo com cada vez mais eólicas

jun, 2018

O Conselho Global de Energia Eólica (Global Wind Energy Council – GWEC) divulgou, no mês passado, seu Relatório Anual Global de Energia Eólica, mostrando uma indústria madura competindo com sucesso no mercado mundial, mesmo contra tecnologias tradicionais de geração de energia altamente subsidiadas em alguns países. Mais de 52 GW de energia eólica limpa e livre de emissões foram adicionados em 2017, levando o total de instalações a 539 GW globalmente.

Com novos recordes estabelecidos na Europa, na Índia e no setor offshore, os mercados retomarão um crescimento rápido após 2018, analisou o GWEC no material de divulgação do relatório, frisando que a energia eólica está liderando a mudança na transição para longe dos combustíveis fósseis e continua a impressionar em competitividade, desempenho e confiabiliade. O GWEC acredita que, tanto em projetos onshore quanto offshore, a energia eólica é a chave para definir um futuro energético sustentável.

O relatório também mostra a instalação de nova capacidade de energia eólica, divididas por região e por ano. Sobre a região “América Latina e Caribe”, que registrou uma nova capacidade de 2,57 GW em 2017, o relatório destaca o papel do Brasil, que mais uma vez dominou o mercado, com seus 2,02 GW representando mais de três quartos das instalações no região.

Ano após ano, o Brasil tem se destacado nos relatórios globais do GWEC, por inúmeros motivos, dentre os quais gostaria de destacar: lideramos as instalações de eólica na América Latina, realizamos leilões competitivos, tivemos um crescimento virtuoso nos últimos anos com uma cadeia produtiva 80% nacionalizada e ainda estamos galgando novas posições no Ranking Mundial: em 2012, nós estávamos em 15º lugar e agora subimos para a oitava colocação no início deste ano.

Importante registrar que o Brasil atingiu, em fevereiro deste ano, a marca de 13 GW de capacidade instalada de energia eólica e já temos mais de 520 parques eólicos e mais de 6.600 aerogeradores operando. No ano passado, o montante gerado pelas eólicas foi equivalente ao consumo médio de cerca de 22 milhões de residências por mês.

O material do GWEC traz dados que merecem ser comemorados e que mostram a maturidade e força de uma fonte de energia que não é apenas destaque no presente, mas que também terá um papel fundamental na construção de um futuro mais sustentável.

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