Só o otimismo não basta. É preciso mão na massa

jan, 2018

As perspectivas econômicas mostram boas chances de recuperação para 2018, boas expectativas com alguns bons indicadores, apenas. Até que novos projetos cheguem às nossas empresas e nos ajudem a tirar o pé da lama vai demorar mais um pouco. Antes disso, teremos que assistir a esta turma que ainda está por aí a resolver o que fazer com o buraco acumulado por dezenas de anos da previdência, da consolidação da reforma trabalhista e como ficará a disputa eleitoral. Será que haverá aparentes mocinhos na briga ou ficaremos com os velhos (e até condenados) bandidos? Nossos sindicatos buscarão as saídas de sobrevivência. O que parece razoável é que os patronais sejam reduzidos àqueles que sempre trabalharam e, por esta razão, continuarão, claro, tendo que aumentar a atratividade, talvez com um pouco do modelo das associações de classe. Treinamentos e atualizações técnicas oferecidas aos associados parecem ser boas soluções. A mesma situação deverá ocorrer nos sindicatos de trabalhadores, que, agora, defenderão de forma efetiva seus associados, quando solicitados.

Na economia, a falta de investimentos decorrentes do momento político continua a nos travar e tudo fica para depois do carnaval. Os homens de Brasília estão com suas remunerações garantidas, então, por que trabalhar?

Deveríamos estar agora discutindo a mudança no paradigma da geração de energia no Brasil. Teremos chuva? O modelo das térmicas na base é bom? Teremos o “storage” e as PVs? Eólicas talvez? Quanto e como investiremos? Temos dinheiro? Leilão de eficiência energética? Loucura? E a construção civil? Voltará a empregar? Que tecnologias aplicadas são capazes de reduzir os custos de produção? Quais os congressos para 2018? Perguntas sem respostas. Respostas que talvez estejam nas urnas, mas antes das urnas, na análise, na discussão e no debate aberto de quem serão os escolhidos para nos representar em 2018. Vamos a ele, evitando que aventureiros tomem de assalto (literalmente) nosso país. Não podemos permitir isso outra vez!

É hora de seriedade, senão para que serve a democracia?

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