Siemens inaugura espaço de co-criação, pesquisa e desenvolvimento de soluções digitais em planta de Jundiaí (SP)

jun, 2019

Localizado na planta de Jundiaí, o MindSphere Application Center desenvolve softwares, aplicativos mobile, estudos e serviços digitais customizados para aumentar a produtividade e eficiência de clientes

A Siemens, especialista mundial em soluções de digitalização para o mercado, inaugurou, no dia 07 de junho de 2019, em sua planta de Jundiaí (SP), o MindSphere Application Center (MAC), um espaço de co-criação, pesquisa e desenvolvimento de soluções digitais utilizando o MindSphere, plataforma aberta de Internet of Things (IoT) da empresa, que conecta máquinas e infraestruturas ao mundo digital.

O objetivo é desenvolver softwares, aplicativos mobile, estudos e serviços digitais customizados para cada cliente, entregando soluções que provêm melhorias aos negócios, auxiliam na resolução de problemas e impulsionam a transformação digital.

De acordo com Paulo Antunes, responsável pelo MAC no Brasil, essa iniciativa foi desenvolvida em um formato de construção conjunta de soluções para os clientes da empresa. “Contamos com o trabalho de profissionais qualificados que identificam os pontos de necessidades e, assim, trabalham em soluções personalizadas que geram mais efetividade e produtividade, além de amplificar a transformação tecnológica de quem contrata esse serviço. É uma jornada colaborativa com os nossos clientes”, explica. “Mais do que entregar uma solução pronta ao cliente, o objetivo da criação desse novo espaço é ouvi-lo, saber o que ocorre e customizarmos o que já está pronto, ou ainda criar algo em conjunto para endereçar os planos que está vivenciando”, esclarece.

Novidade na Siemens do Brasil, o MAC já é realidade nas plantas da Alemanha, Índia e China. Seu ambiente se diferencia do visual de um escritório, com uma atmosfera única e uma infraestrutura capaz de realizar demonstrações, testes e experiências de diversas soluções e serviços digitais, permitindo assim, uma melhor interação e experiência do usuário. “A Siemens se posicionou mundialmente. São mais de 50 MAC’s, em 20 verticais pelo mundo, com o propósito de receber clientes e discutir os problemas existentes. Estamos na América Latina, aqui no Brasil, como o único MAC por enquanto”, conta.

Com foco em energia, o MAC foi estabelecido, primeiramente, em Nuremberg, na Alemanha, ao passo que, posteriormente, chegou à Índia, à China e, mais recentemente, ao Brasil. “Ainda estão no road map os países nórdicos, os Estados Unidos e o Canadá”, antecipa Antunes.

Ele ainda explica que o mundo 4.0 tem relação com customização e com o entendimento de que cada cliente está em um momento diferente de sua caminhada dentro do segmento ou empresa em que atua. “Entramos nessa jornada colaborativa com os clientes, como uma porta de entrada para o mundo de Internet of Energy (IoE), – equivalente à IoT –, mas orientado às aplicações que estão relacionadas com energia elétrica, como o microgrid, por exemplo”, comenta.

Hub de inovação

Dentre as soluções desenvolvidas no espaço, destaca-se uma em que a beneficiária é a própria Siemens, que via a necessidade de medir com transparência o consumo de energia elétrica de toda sua produção. “A partir dessa demanda, desenvolvemos um aplicativo que permite aos gestores de todas as nossas fábricas terem com facilidade informações detalhadas do consumo de energia elétrica em suas plantas, podendo relacioná-lo com sua produção”, explica Antunes.

O executivo explica que, com esse projeto, a Siemens foi capaz de estudar formas de produzir mais gastando menos energia, economizando recursos e aumentando sua eficiência. “Além disso, há o viés ambiental, já que a emissão de CO2 diminui quando utilizamos menos energia, o que causa danos menores ao meio ambiente, sem impactar nossa produtividade”, destaca.

Em um outro projeto, desenvolvido para um cliente do ramo de energia, a Siemens forneceu um estudo sobre como a temperatura ambiente afeta os transformadores de potência de uma subestação de energia. Dessa maneira, a empresa obteve dados que permitem realizar uma manutenção baseada na condição desses ativos. “Esse levantamento possibilitou ao nosso cliente autonomia para tomar decisões mais assertivas, com o objetivo de aumentar sua disponibilidade e reduzir custos”, pontua Antunes.

Para esse estudo, a equipe do MAC trabalhou com análise de dados fornecidos pelo cliente, correlacionando-os com informações estratégicas. “Levamos em consideração dados como o histórico de clima das regiões. Outra correlação que fizemos foi com os dados socioeconômicos de algumas cidades do entorno, para checar se o aumento desse número configurava um consumo maior e como o cliente poderia se preparar para esse cenário”, conta.

Além das soluções desenvolvidas pela própria equipe da Siemens, estão previstas interações com universidades e startups que possam contribuir com soluções utilizando métodos ágeis de desenvolvimento de projetos. Outra vantagem da iniciativa é o seu potencial de escalabilidade, que possibilita que as tecnologias e estudos desenvolvidos no ambiente do MAC possam ser replicados ou adaptados em outras regiões do mundo, criando um ambiente colaborativo global de inovação.

Sergio Jacobsen, vice-presidente de Smart Infraestructure da Siemens no Brasil explica que o MAC é uma plataforma digital da Siemens, uma nuvem que recebe os dados de todos os ativos, sejam eles de energia, geração ou armazenamento. Essa nuvem é uma plataforma aberta, em que se pode ter aplicativos e soluções digitais, utilizando os dados, os quais são enviados para essa nuvem; essa nuvem atua como se fosse uma plataforma de celular ou IOS ou Android. “A ideia é trazer os clientes até esse espaço, de uma forma não convencional, para que exponham seus problemas e que possamos lhes oferecer uma solução, por meio dos nossos especialistas em todas as áreas de energia. E na planta de Jundiaí, há toda a expertise para isso”, afirma.

Ele acrescenta que, tendo em mãos os dados organizados e transparência da informação, há várias possibilidades de se fazer os investimentos de forma eficiente, assim como automação e controle tradicionais em aplicativos e, principalmente, manutenção e monitoramento. “A partir desses dados, conseguimos definir também o comportamento do sistema, isto é, saber quando os equipamentos ocasionarão problemas e quando será necessária uma manutenção”, enfatiza.

Nova divisão Smart Infrastructure

A Siemens também lançou recentemente a divisão Smart Infrastructure (SI), que tem o objetivo de atender aos desafios urgentes da urbanização e das mudanças climáticas do planeta, conectando, por meio da digitalização, sistemas de energia, edifícios e indústrias, fazendo-os utilizar seus recursos de forma efetiva e inteligente.

A Smart Infrastructure é uma área que conecta a rede elétrica às cidades, que estão passando por uma grande transformação. O uso da geração distribuída vem crescendo cada vez mais, seja em residências, comércios, plantas etc. “Os prédios, que eram, no passado, simples consumidores de energia, hoje em dia, estão passando por uma transição, na qual é possível gerar energia e armazená-la a partir das novas tecnologias de storage, além do que o próprio consumo está sendo feito de forma diferente”, relata.

A Siemens fornece soluções que vão desde o controle de rede inteligente e eletrificação até soluções de automação predial e sistemas de controle a chaves, válvulas e sensores. O portfólio envolve produtos de níveis macro e micro, abrangendo tanto aqueles que são físicos quanto componentes e sistemas digitais baseados em nuvem.

O portfólio de Smart Infrastructure é dividido nas áreas de negócios Building Technologies (BT), Low Voltage Products (LP), Medium Voltage (MS) e Digital Grid (DG). Já a área de Motion Control (MC), pertence à Digital Industries (DI) e também se integra ao portfólio da companhia.

De acordo com Jacobsen, as pessoas passam 90% de suas vidas em edifícios, e por isso, a importância de se desenvolver tecnologias e serviços inteligentes pensando em qualidade de vida e, ao mesmo tempo, na economia de recursos. “Fornecemos essa consultoria para edifícios e infraestruturas comerciais, industriais e públicos. Com isso, ajudamos a criar ambientes eficientes, seguros, responsivos e responsáveis, investindo em lugares ideais e perfeitos para se trabalhar e viver”, explica.

Jacobsen complementa que o novo setor empregará cerca de 70 mil colaboradores ao redor do mundo, além de reunir a expertise de três divisões graúdas da companhia. “Como estamos combinando automação predial e energética para designar um cenário mais sustentável a todos, unimos as operações das divisões Energy Management, que se destacam pelo profundo conhecimento do mercado de eletrificação para sistemas de distribuição de baixa e média tensão; Building Technologies, com as soluções inovadoras para a otimização de recursos em edifícios; e, por último, Digital Factory, que fornece produtos de controle industrial necessários e sofisticados”, comenta o executivo ao mencionar que, juntas, as áreas têm mais força para permitir que as organizações, comunidades e indivíduos prosperem de forma saudável.

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