Shizen Energy inaugura primeira usina de energia solar do Distrito Federal

maio, 2019

A Shizen Energy, startup japonesa de energias renováveis, e a Espaço Y, empresa brasileira de empreendimentos imobiliários, anunciam o início da construção de sua primeira usina de energia solar no Brasil, no Distrito Federal.

A planta, localizada no núcleo rural de Capão Seco, em Paranoá, começará fornecendo 1,1 MW para a população de Brasília e cidades satélites. Para celebrar as obras foi realizada hoje cerimônia com presença de representantes do governo japonês, da agência de cooperação japonesa e do Distrito Federal.

A Shizen Energy acredita nas potencialidades do mercado brasileiro de energia e, por isso, deu início às suas operações no país em 2018 e iniciando, em seguida, uma parceria com a Espaço Y. Os primeiros frutos desse trabalho são o desenvolvimento de um projeto piloto de geração de mais de 20MW de energia solar, com operação comercial prevista para o final do primeiro semestre de 2019.

“A expansão global é um dos passos para alcançar nosso compromisso de transformar o mundo. O desenvolvimento de matrizes energéticas sustentáveis é a nossa maneira de criar energia para o futuro e, mais importante, mudar o modo como as pessoas e as organizações usam esse ativo”, disse Ken Isono, um dos fundadores e CEO da Shizen.

Os compradores do projeto de 1,1 MW da Shizen Energia serão registrados em um sistema remoto de medição líquida patrocinado pelo governo do Distrito Federal, podendo usufruir de tarifas com desconto. O regulamento permite a operação remota das instalações, ao passo que o sistema de medição líquida compensa o consumo de eletricidade dos compradores em relação à geração da usina. Qualquer energia adicional produzida pela usina fotovoltaica é registrada como crédito, que pode ser usado para compensar o uso de energia dos compradores.

O Brasil está entre os 10 maiores consumidores de eletricidade do mundo, apresentando um perfil positivo de aumento da demanda nos próximos anos. A energia renovável representa 80,3% da capacidade instalada de geração de energia, tendo como principal fonte a energia hidrelétrica. No entanto, o forte apoio político tem promovido outras tecnologias, como a energia eólica e a solar, que estão se desenvolvendo rapidamente desde 2012.

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