Primeira quinzena de janeiro apresenta queda no consumo de energia elétrica, aponta CCEE

jan, 2020

Dados preliminares levam em consideração o mesmo período do ano passado

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE divulgou o balanço de geração e consumo de energia referente à primeira quinzena de 2020. Segundo o levantamento, entre os dias 1º e 15 de janeiro, o consumo registrou queda de 2,4% em relação ao mesmo período do ano passado, alcançando 63.796 MW médios. Os dados constam do boletim InfoMercado Quinzenal publicado no site da instituição (www.ccee.org.br).

O Ambiente de Contratação Regulada – ACR apresentou retração no consumo de 2,6% em relação a janeiro de 2019, considerando a mudança de clientes cativos para o Ambiente de Contratação Livre – ACL. Excluindo o impacto das migrações, o ACR registraria diminuição de 0,9%.

O ACL apresentou queda de 2,1% no consumo em relação ao mesmo período do ano passado. Eliminando o impacto da migração de novas cargas, apresentaria queda de 6,3%, na mesma comparação.

Ainda em relação ao consumo, o submercado Sudeste/Centro-Oestre apresentou as maiores quedas, tanto no ACL quanto no ACR, de 4,7% e 4,0%, respectivamente.

Os segmentos que registraram maior crescimento de consumo, considerando autoprodutores, comercializadores varejistas, consumidores livres e especiais, foram: saneamento (18,3%), transporte (13,2%) e comércio (10,6%). A expansão destes setores está vinculada à migração dos consumidores para o mercado livre.

Ao excluirmos a migração para o ACL, verificamos queda em todos os segmentos e destacamos os ramos: extração de minerais metálicos (25,7%), químicos (12,2%) e veículos (9,9%).

Geração também retrai no período

A geração de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional também apresentou diminuição na primeira quinzena de janeiro. Com 67.104 MW médios, a produção registrou queda de 2,3% em relação aos 68.698 MW médios do mesmo período do ano passado.

A redução ocorreu principal pela diminuição da produção das usinas hidráulicas e eólicas, que  tiveram redução de 9,0% e 39,7%, respectivamente, em relação ao mesmo período de 2019.

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