Perspectivas para a Geração Centralizada Solar Fotovoltaica no Brasil

jun, 2019

Por Ricardo Barros, Rodrigo Sauaia e Ronaldo Koloszuk*

 

A geração centralizada solar fotovoltaica, composta por projetos de usinas de grande porte, assim como tantas outras aplicações da tecnologia solar fotovoltaica no Brasil, tem se consolidado cada vez mais como uma fonte renovável de geração de energia elétrica com alto valor agregado à sociedade brasileira.

De acordo com levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) a partir de dados oficiais, hoje, já são mais de 2.000 megawatts (MW) em usinas de geração centralizada solar fotovoltaica em operação no Brasil. O número representa mais de R$ 10 bilhões em investimentos privados atraídos ao País desde 2014, que viabilizaram a geração de mais de 50 mil novos empregos locais qualificados pelo setor nas regiões onde os projetos foram implantados.

As usinas em operação geram energia elétrica limpa e renovável suficiente para suprir um consumo equivalente à necessidade de mais de três milhões de brasileiros. Adicionalmente, há mais de 1.700 MW em novos projetos em fase de desenvolvimento e construção, com início de operação prevista para até 2022.

Trata-se de energia elétrica não apenas limpa e renovável, mas também cada vez mais competitiva, ampliando a diversificação do suprimento elétrico de nosso País, hoje, demasiadamente dependente de hidrelétricas e termelétricas fósseis. Isso contribui para o alívio de nossos reservatórios hídricos e reduz a pressão para outros usos estratégicos, como suprimento humano, agricultura, irrigação e processos industriais. Adicionalmente, garante a redução do acionamento de termelétricas fósseis, mais caras e poluentes, ajudando na diminuição de custos aos consumidores e na mitigação dos impactos do aquecimento global.

O mito de que a energia solar fotovoltaica era cara já caiu por terra. Atualmente, a fonte já apresenta um dos preços mais competitivos para a geração de energia limpa e renovável no mercado elétrico brasileiro, além de promover o alívio financeiro das famílias e o aumento da competitividade do setor produtivo no País.

Os números já impressionam, mas ainda estão muito aquém do potencial da tecnologia e das necessidades do Brasil. Entretanto, o Governo Federal acaba de dar um sinal claro de isonomia e transparência, que contribuirá para a ampliação dos investimentos em geração centralizada solar fotovoltaica.

Pela primeira vez, a fonte solar fotovoltaica participará do Leilão de Energia Nova A-6 (LEN A-6). Essa conquista foi fruto do intenso trabalho desenvolvido pela Absolar junto aos seus associados em reuniões com o Ministério de Minas e Energia (MME) e inserções na mídia defendendo a visão do setor.

A Portaria Nº 222, de 06/05/2019, publicada pelo Diário Oficial da União, estabeleceu as Diretrizes para a realização do Leilão de Compra de Energia Elétrica Proveniente de Novos Empreendimentos de Geração, denominado “A-6”, de 2019, com a inclusão da fonte solar fotovoltaica na modalidade por quantidade de energia elétrica, com prazo de suprimento de 20 anos, em linha com a recomendação da associação. O LEN A-6 tem previsão de ser realizado no dia 26/09/2019, com início do suprimento de energia elétrica em 01/01/2025.

A geração centralizada solar fotovoltaica é, e continuará sendo, um dos principais pilares para o crescimento da fonte no País, com a participação do setor em leilões de energia elétrica organizados pelo Governo Federal, por meio dos quais já foram contratados os 2.000 MW que estão em operação no Brasil.

O setor solar fotovoltaico está preparado e a postos para participar de todos os leilões A-4 e A-6, deste e dos próximos anos, contribuindo para a expansão renovável da matriz elétrica brasileira a preços competitivos. Queremos ajudar o País a crescer com competitividade e sustentabilidade.

 

*Ricardo Barros é vice-presidente de Geração Centralizada da Absolar

 

*Rodrigo Sauaia é presidente executivo da Absolar

 

*Ronaldo Koloszuk é presidente do Conselho de Administração da Absolar

 

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