O Prêmio OSE de norte ao sul e a bandeira vermelha que vem aí

jun, 2018

Apesar de tudo e de todos, temos que ir em frente. A esperança nos move e com a certeza dos dias melhores deixamos para trás lamentos e os que lamentam. Com a devida vênia dos “irmãos caminhoneiros”, vamos traçar os caminhos por estrada livre. Na segunda semana de maio no início do CINASE-Fortaleza, aconteceu a primeira edição do Prêmio O Setor Elétrico, um brinde à competência de bons projetos nas áreas de instalações elétricas e de energia. Além da premiação, o evento teve a oportunidade de homenagear o Prof. João Mamede, ícone de nosso mercado e autor de diversas publicações; parabéns Mestre! Agora na rota do Sul, a próxima edição do prêmio vai a Porto Alegre, também coincidindo com o Cinase, que ocorrerá na segunda semana de agosto. Alô amigos dos pampas, preparem seus trabalhos e “cases”, vejam o regulamento da premiação e apresentem seus projetos (www.premioose.com.br).

Aproxima-se o período seco e o esvaziamento dos lagos nos traz novamente a tarifa vermelha, incrementando o custo das contas de energia elétrica. Quem sabe possa ser um alento à redução de desperdício! Na esteira da eficiência energética, a consulta pública da Aneel nº 007/2018 estabelece as discussões sobre o primeiro leilão de eficiência energética. Há muito esperado pelo setor, o projeto será implantando no estado de Roraima com data prevista do leilão para meados de dezembro de 2018. De uma forma geral, o leilão irá escolher os melhores projetos que se proponham a retirar da rede elétrica supridora a melhor relação de energia e demanda na ponta pelos valores que serão pagos. Em outras palavras, a energia assim “gerada” será escolhida pelo menor investimento por kWh evitado. Devido ao complexo mecanismo que envolve garantias e procedimentos específicos, o mercado aguarda ansioso este primeiro leilão, um bom aprendizado apesar de tardio.

Fica a torcida para melhores dias, com planejamento e investimento de verdade em projetos de infraestrutura de longo prazo que perenizem o desenvolvimento do Brasil não nos deixando reféns a cada instante “destes” ou “daqueles”. Merecemos muito mais do que os últimos vinte anos de mediocridade com desorganização e destruição do país. Será que merecemos passar por estes vexames?

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