Mais um motivo para automação inteligente e generalizada

out, 2012

Edição 80 – Setembro de 2012

Por Luiz Fernando Arruda

Assistimos nestas duas últimas semanas a divulgação de informações sobre a redução de tarifas no setor elétrico. Seja qual for a forma encontrada para atingir os preços divulgados, desde que respeitados os contratos vigentes e seja mantida a atratividade para investidores do setor, só podemos aplaudir.

 

 

A única ressalva que se impõe no que toca a grande redução das tarifas para os clientes livres e clientes industriais e comerciais em geral é saber se todos vão se beneficiar desta redução de custos de produção tendo acesso a produtos mais baratos ou se será apenas uma ferramenta de aumento de lucro.

Fato é que uma coisa vai se impor com mais força: a redução de custos operacionais pelos concessionários afetados!

E como reduzir custos, melhorar qualidade, incrementar vendas e diminuir perdas sem que se busque uma automação plena?

Nas edições anteriores, citamos alguns agentes motivadores do smart grid, mas estou certo de que o impacto das medidas de redução de tarifas vai ser o mais significativo, provavelmente, um divisor de águas. Antes tratava-se de melhorar a eficiência, incrementar resultados. Agora trata-se de sobrevivência!

Assim, dada a legislação atual que já permite implementar uma série de medidas, teremos de selecionar aquelas mais significativas e também identificar os nichos de unidades consumidoras e regiões em que elas devem prioritariamente ser aplicadas. Ou seja, antes de tomar qualquer direção, as empresas terão de planejar muito bem as formas de percorrer este longo caminho que certamente vai alterar profundamente a forma de trabalhar as concessões de geração, transmissão e distribuição de energia.

Não há mais espaço para erros e as concessionárias não poderão se aventurar como fizeram no passado com medidores de pré-pagamento e com automações capengas e cheias de restrições.

Sobrevive a este processo a empresa que souber planejar com cuidado e dentro da realidade nacional, escolhendo parceiros de qualidade e que, de fato, se comportem como quem compartilha uma caminhada. Assim, compartilhar riscos vai ser fundamental: obtidos os ganhos projetados vai existir lucro para ser dividido.

Aqui no Brasil já temos uma pequena amostra do que funciona adequadamente e do que deve ser evitado. Basta verificar que alguns sistemas foram literalmente desmontados e outros não resistiram a uma análise técnica imparcial e detalhada. Alguns até contribuíram para o péssimo resultado de certas empresas.

Também pode ser observado o que vem ocorrendo nos Estados Unidos e em países da América Central: quais tecnologias vêm sendo implementadas, quais tecnologias estão praticamente confinadas a países que aceitaram o que o financiamento externo lhes garantiu, quais tecnologias estão sendo ou já foram substituídas ou abandonadas e muito mais.

Por isso, mais do que nunca deve ser feito um grande esforço de inteligência de planejamento para evitar que se despendam esforços e recursos de forma errada.

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