Life is on: as estratégias e soluções da Schneider Electric

abr, 2019

Como a empresa que está há 70 anos no Brasil se prepara para o futuro.

A revista O Setor Elétrico inova mais uma vez. Em cada edição traremos uma entrevista exclusiva com um executivo dos grandes players do segmento, falando sobre sua visão e como a empresa se posiciona frente aos desafios do setor.

 

Vice President da Schneider Electric.

 

Iniciamos em grande estilo, em um bate papo de mais de uma hora, com Júlio Martins, Vice Presidente de Energy da Schneider Electric no Brasil.

Engenheiro eletricista formado pela Universidade de Mogi das Cruzes, com MBA na FIA-USP e participante de um programa de liderança na Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, Martins acumula mais de 20 anos de experiência no setor de energia e gentilmente recebeu a revista OSE para falar sobre as soluções, estratégias e visão da Schneider Electric. Acompanhe:

 

Entrevista

O Setor Elétrico: Como VP de Energy da Schneider, qual é o seu grande desafio para 2019?

 

Júlio Martins: Não apenas para 2019, mas sempre. É o crescimento, a gente visa crescer, mas é o crescimento sustentável. O que é o crescimento sustentável? A gente entende que não é o crescimento a qualquer custo. Então, sempre na base das nossas ações e dos nossos negócios sempre buscamos sustentabilidade, e quando falamos de sustentabilidade tem a ver com trabalhar mix de produtos, bom controle de estoque, tem a ver com a governança das nossas ações, que sejam adequadas e que nos promova crescimento, voltando para nosso grande negócio, que é levar o  acesso à energia, levar energia a todos em qualquer lugar e qualquer momento.

 

OSE: O setor de energia, assim como diversos outros setores da economia, vem passando por uma transformação tecnológica importante (digitalização, foco na experiência do consumidor, etc.). Como a Schneider vem se preparando para esse novo cenário? E como ela pode contribuir para um setor elétrico mais digital e eficiente?

 

JM: Esse é o nosso negócio, esse é o core do nosso negócio. E aí eu posso destacar que a Schneider tem uma plataforma, que nós chamamos de EcoStruxure, e ela tem diferentes pilares para diferentes subsegmentos de mercado, e quando a gente fala de energia, predominantemente, podemos destacar o EcoStruxure Grid; antes de entrar no Grid para te dar um exemplo do que estou te falando, como funciona essa plataforma? Essa plataforma é estabelecida em três camadas. Então de novo, aquela história de fazer e falar sempre, que é o que a gente busca, na nossa plataforma de EcoStruxure eu tenho uma primeira camada, que é a de produtos conectados, depois eu tenho uma camada de controle, que eu trato todos esses produtos conectados , então eu controlo tudo isso, e finalmente eu tenho uma camada analytics, que é a terceira camada dessa plataforma, e nessa terceira camada que ela é mais software, o que que a gente está falando? Do tratamento desses dados. É o Data Analytics, como se fala muito no mercado de energia. E dentro disso, então, o que a gente está fazendo? A gente busca que todos os lançamentos sejam com produtos conectados, já visando essa plataforma. E aí eu posso destacar, como eu comecei a resposta, dentro do Grid, por exmeplo, a gente busca uma concessionária de energia e podemos destacar um projeto de Self-Healling, isso é  levar a uma concessionária de energia uma inteligência à rede de distribuição dela, a qual ela consiga ter uma recomposição mais rápida, uma recomposição automática, para que ela não precise locomover equipes ao campo para descobrir onde está o problema, e aí essa própria rede vai fazendo isso. Então, isso é um pouco, ou um pequeno exemplo de ações que a gente faz nessa direção.

 

OSE: Falando em transformação, novas tecnologias, como inteligência artificial, Machine Learning e IoT estão sendo apontadas como “o futuro”. O setor elétrico está preparado para receber e aplicar essas tecnologias?

 

JM: No meu entendimento o setor elétrico é muito amplo. Eu diria que ele está numa jornada. Alguns segmentos estão mais preparados , alguns segmentos estão caminhando para essa preparação. Eu acho que todas as empresas e todos os interlocutores participantes do mercado têm essa preocupação. O IOT, ou a internet das coisas, conectar todas as coisas, novamente a gente remete ao EcoStruxure, que é a nossa camada. Se a gente lembrar da nossa camada inferior, são os produtos conectados, ou seja, tudo isso estar conectado é o nosso negócio, eu diria que nessa jornada algumas empresas mais preparadas e outras correndo para se preparar.

 

OSE: Por favor, fale sobre a solução EcoStruxure e se ela pode ajudar a construir a Indústria 4.0?

 

JM: Quando a gente fala de Industria 4.0, estamos falando da parte da digitalização da indústria. Tivemos a Indústria 3.0 que foi a automação propriamente dita, era pegar os ativos e fazer com que eles fossem automatizados, colocar um pouco de inteligência. E agora vivemos essa nova era da Indústria 4.0, que é fazer com que a gente trate a camada digital, que a gente pegue todas essas coisas e faça o tratamento dessa informação toda que circula. Então, quando a gente olha para o EcoStruxure, você tem essas três camadas representadas na nossa plataforma. Vale destacar que é uma plataforma aberta, então é assim, tudo que eu faço na minha camada de controle, por exemplo, independe de qual é essa base, de produtos conectados, eu vou tratar esses dados da mesma maneira. Se eu estiver falando da minha camada analítica, igual. Então, quando estou falando de EcoStruxure, que é a nossa plataforma, e quando a gente olha para a Indústria 4.0, que é a digitalização, elas têm uma relação direta. Isto é: pegar todos esses dados, todo esse avanço da automação e toda essa evolução de digitalização e endereçar essas informações, o que eu vou fazer com essas informações, como é que eu antecipo e trabalho com isso de maneira antecipada, de maneira preditiva, antes que eu tenha um problema, não esperar o problema acontecer para tomar uma ação. Se não, eu monitorar esses dados e conseguir endereçá-los. Então, nosso entendimento é que o EcoStruxure e a Indústria 4.0, que vai um pouco além na nossa oferta, posso destacar, por exemplo, realidade aumentada, dentre outras soluções do nosso portfólio, eles estão de alguma forma empacotados dentro dessa plataforma EcoStruxure.

 

OSE: Transformação digital e gestão de energia são palavras chave no setor. Quais são as estratégias da Schneider para esses temas?

 

JM: Essa pergunta é interessante quando analisamos como a Schneider se organizou. A Schneider hoje é líder na transformação digital, na gestão de energia e na automação. Então, como é que nós estamos organizados: eu tenho uma grande unidade de negócios que é a gestão de energia, o gerenciamento de energia, e uma outra unidade de negócios que é a automação. E o processo da transformação digital é o grande habilitador para que tudo isso aconteça. Então essa é a transformação digital que faz com que o nosso negócio aconteça da mesma maneira que a empresa se organizou, da mesma maneira que a empresa está estruturada.

 

A entrevista com Júlio Martins foi longa e abordamos diversos temas, como o processo de digitalização do setor de energia no Brasil, a participação da Schneider nas energias renováveis, mobilidade elétrica, como a empresa está inserida no contexto da sociedade, além dos programas sociais. Outros temas importantes foram as estratégias de crescimento, a importância do Brasil para a Schneider Global e o incentivo à pesquisa.

O trecho sobre a relação da Schneider com seus consumidores está disponível na página da revista O Setor Elétrico no Facebook, enquanto que as ações para ser eleita novamente uma das melhores empresas para se trabalhar foi publicada no perfil OSE no LinkedIN.

Visite www.osetoreletrico.com.br para ver a cobertura do Schneider Innovation Day.

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