Hora de falar de novos modelos de negócios

nov, 2019

Conforme tratei em meu último artigo, há uma revolução clara e evidente acontecendo no mundo da energia: estamos nos afastando das fontes poluentes e priorizando as renováveis de baixo ou baixíssimo impacto ambiental. No caso de energia eólica, especificamente, o Global Wind Energy Council (GWEC) acredita que, tanto em projetos onshore quanto offshore, a energia eólica é a chave para definir um futuro energético sustentável. E, no Brasil, o fato é que essa indústria segue de vento em popa. Estamos batendo recordes atrás de recordes, chegando a atender mais de 85% do Nordeste e seguimos instalando mais e mais parques. Há 10 anos, tínhamos pouco mais de 0,6GW instalados e estamos chegando neste segundo semestre de 2019 com 15,1GW de capacidade instalada em mais 600 parques e com 7.500 aerogeradores em operação.

Com todo esse crescimento, temos que nos perguntar: e quais são as próximas fronteiras do crescimento da energia eólica no Brasil? Pois é para começar a responder esta pergunta que a ABEEólica promoverá, no dia 30 de outubro, em São Paulo, a 8ª edição do Encontro de Negócios ABEEólica. O tema desta edição será “O setor energético em transformação e os novos modelos de negócios para a indústria eólica”.

O evento, realizado anualmente, reúne empresas da cadeia da indústria eólica, bancos, investidores, comercializadoras de energia, instituições ligadas ao setor e demais profissionais interessados no assunto. Neste ano, começaremos com uma palestra do presidente do Conselho de Administração da ABEEólica, Renato Volponi, que trará alguns dados sobre inovação e proporá uma série de questionamentos para os painéis discutirem ao longo do dia.

O primeiro painel da manhã abrirá as discussões com o tema “Modelos de Negócios em Tempos de Transformação do Setor de Energia no Brasil”. Neste painel, discutiremos o potencial disruptivo das baterias, o papel da informação para as empresas, financiamentos para novos modelos de negócios, a importância das startups e muito mais. Será um painel para unir temas diversos que precisam ser tratados em conjuntos e, provavelmente, terminaremos com mais perguntas do que respostas, o que é exatamente o objetivo de um evento que se propõe a discutir o futuro e suas inovações.

Na parte da tarde, discutiremos, com representantes de órgãos do governo, a modernização do setor elétrico, com a presença de profissionais da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e Ministério de Minas e Energia (MME). Na sequência, vamos discutir os “Efeitos multiplicadores da energia eólica no Brasil”, o que inclui falar de todos os impactos e benefícios sociais, econômicos e ambientais dos parques eólicos, especialmente para as comunidades em que estão instalados.

No Painel de Encerramento, discutiremos “Novas Fronteiras para o Setor Eólico Brasileiro”, momento de debater o desenvolvimento do Mercado livre, dos parques híbridos, das baterias, parques offshore, entre outros avanços. Assim como no primeiro painel, teremos um convidado de banco, para dar a visão do sistema financeiro sobre estes novos modelos de negócios e sua financiabilidade.

Como disse em meu artigo anterior e reitero, acredito que as resposta sobre quais são as novas fronteiras da energia eólica venha de novos modelos de negócios, como parques híbridos; do desenvolvimento das baterias, que evoluem rapidamente; da eólica offshore e da ampliação do mercado livre para eólica. Ter uma boa visão disso não significa, no entanto, que já saibamos tudo o que há para saber. Muito pelo contrário. Há uma série de questionamentos a serem feitos para que estas novas fronteiras possam ser vividas pelo setor de forma sustentável para os negócios, incorporando inovações cada vez mais necessárias para o desenvolvimento do setor energético, não apenas elétrico.

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