Gerenciamento de risco

fev, 2018

As empresas que operam no setor de energia elétrica, em atividades como geração, transmissão, operações e distribuição, assumem diferentes atitudes em relação aos seus inúmeros riscos.

Algumas mantém sistemas modernos de gerenciamento de riscos e outros limitam-se a tratar de um ou outro seguro que julgam suficiente e pertinente para proteger suas operações.

Na realidade, a atividade em si, incluindo todas as formas de riscos, necessariamente, devem ser tratadas por cada empresa de forma profissional, principalmente nas condições atuais deste nosso país. Em tais condições imperam a desqualificação política, a corrupção endêmica e a incompetência econômico-financeira.

Esses setores, no entanto, vêm constatando, evidentemente, que sistemas modernos de governança empresarial devem ser implantados com urgência e, destes, surge todo o processo de implantação das regras de conformidade, o “compliance” tão propagado. O compliance compreende a importante decisão de implantação obrigatória de um sistema amplo de gerenciamento de risco, não tão somente aplicados a riscos puros, porém, a toda a atividade gerencial: o gerenciamento de risco. O ERM – Enterprise Risk Management – adotado nos países mais desenvolvidos passa a determinar os riscos que afetam a sustentabilidade e a sobrevivência da empresa no contexto de suas operações gerais.

Quando, antigamente, a preocupação dos empresários era a de se sustentar no mercado e manter no máximo um setor de seguros para administrar seus riscos puros e sua administração, hoje em dia, surge a exigência natural da introdução da ERM e, nela, a parte de gerenciamento efetivo dos riscos puros e sua administração. Assim, nasce todo um comportamento especializado de identificação e avaliação de riscos puros e das medidas para adoção de um controle efetivo desses riscos, seja para simplesmente assumi-los, seja por medidas de segurança e prevenção que minimizem os seus impactos e, finalmente, seja para transferência desses riscos a terceiros, inclusive ao seguro, forma mais eficaz de transferência.

Embora a responsabilidade maior pelo gerenciamento de risco de uma empresa seja dela própria, dificilmente, podem prescindir dos serviços de um corretor profissional de seguros e resseguros com conhecimentos específicos como inspeções técnicas, planejamento e administração dos programas de seguros e seus custos, serviços inerentes ao “underwriting” e colocação dos programas de seguros nos mercados segurador e ressegurador, regulação e indenização de sinistros, roadshows nos mercados de colocação de riscos, enfim, uma enorme gama de serviços necessária a um gerenciamento de risco moderno e atualizado.

Esse gerenciamento permite que as empresas mantenham a consciência exata de seus riscos puros e entendimento correto e técnico de tratá-los da melhor forma e custo compatível.

Por Paulo Leão de Moura Jr., chairman da THB Re Brasil.

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