FURNAS reforça Subestação de Itaberá (SP) com novo banco de reatores

ago, 2019

Melhorias ampliam confiabilidade da subestação por onde passa metade da energia produzida na usina de Itaipu

 

A Subestação de FURNAS em Itaberá, em São Paulo, recebeu esta semana o reforço de um novo banco de reatores de 330 Mvar de potência. A obra no empreendimento, que recebe metade da energia produzida pela Usina de Itaipu (PR), amplia a confiabilidade do sistema e melhora o fornecimento de energia para grande parte do país. Os novos equipamentos se somam a outros quatro já existentes na estrutura, diminuindo o desligamento de linhas de transmissão para controle de tensão.

“Quando há variação de cargas de energia, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) faz o controle de tensão por meio do desligamento de linhas de transmissão que passam pela Subestação de Itaberá. Com a instalação dos novos reatores de barra, haverá uma redução significativa da necessidade dos desligamentos dessas linhas, o que dará mais confiabilidade para o Sistema Interligado Nacional (SIN)”, explica Christian Souza Santos, gerente da Divisão de Obras de FURNAS.

A empresa investiu cerca de R$ 24 milhões no empreendimento, que terá receita anual permitida (RAP) de R$ 6,03 milhões. As obras duraram cerca de um ano. “As dimensões dos equipamentos e as estruturas elevadas foram o principal desafio do empreendimento, o que envolveu o uso de maquinários de grande porte e mão de obra especializada. As linhas de 750.000 volts que passam por Itaberá estão entre as de maior tensão do sistema elétrico brasileiro”, completa Souza Santos.

O banco de reatores foi instalado na barra da Subestação de Itaberá, onde estão conectadas as três linhas de transmissão de corrente alternada, oriundas da Subestação de Ivaiporã, no Paraná, responsáveis pelo escoamento da energia gerada na Usina Hidrelétrica de Itaipu. A obra foi autorizada em resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Para implantação deste segundo banco de reatores de barra, fez-se necessária a instalação do vão de conexão associado, composto de um disjuntor 750kV, três chaves seccionadoras 750kV, Transformadores de Corrente e para-raios 750kV, além de sistemas de proteção e controle, obras civis, estruturas metálicas e torres de blindagem, pelo período de 12 meses.

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