Faturamento do setor eletroeletrônico cresce 7% em 2018

jan, 2019

Segundo dados da Abinee, produção terá aumento de 2% e investimentos, de 7%

O faturamento da indústria eletroeletrônica deve encerrar 2018 em R$ 146,1 bilhões, um crescimento de 7% em relação ao ano passado (R$ 136 bilhões). Segundo a Abinee -Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica, esse resultado representa um incremento real de 2% no faturamento, descontando a inflação do setor que, segundo o Índice de Preços ao Produtor (IPP), ficará em torno de 5% em 2018.

Para a produção industrial, a Abinee estima aumento de 2% na comparação com 2017. Já os investimentos devem crescer 7%, fechando o ano com resultado de R$ 2,7 bilhões, ante para R$ 2,5 bilhões, em 2017. A utilização da capacidade instalada do setor permanece estável em 77%.

“Este é o segundo ano consecutivo de crescimento, o que demonstra que estamos em processo de recuperação, ainda que lenta”, diz o presidente executivo da Abinee, Humberto Barbato. Ele ressalta, entretanto, que a atividade produtiva foi aquém das expectativas para 2018, em função da volatilidade cambial, da instabilidade dos mercados interno e externo, das incertezas quanto às eleições e da greve dos caminhoneiros.

Perspectivas

Para 2019, as empresas do setor eletroeletrônico projetam crescimento de 8% no faturamento em relação a 2018. Esta projeção é compatível com a estimativa do PIB, de 2,5%, para o próximo ano. A produção do setor também deve crescer 7% em 2019. Os investimentos da indústria eletroeletrônica devem ter incremento de 11%, totalizando R$ 3 bilhões no próximo ano.

“Aos poucos a economia vai se reativando e o ambiente parece demonstrar uma maior confiança dos empresários, depois das instabilidades no período eleitoral”, afirma o presidente do Conselho da Abinee, Irineu Govêa.

 

Mercado de energia global ultrapassa marca de US$ 241 bilhões no ano

Levantamento da EY destaca que o Brasil continua como um dos destinos mais procurados para investimentos estrangeiros nesse segmento

O setor global de energia registrou uma movimentação recorde no terceiro trimestre, segundo o estudo “Power transactions and trends”, elaborado pela EY. O mercado atingiu a marca de US$28,8 bilhões nas Américas do Sul e do Norte, o que representa quase metade (46%) do valor de deals que totalizou US$ 61,9 bilhões no período. Só na região citada acima os ativos de energia renovável alcançaram os dígitos de US$ 4,5 bilhões nos meses de julho, agosto e setembro, sendo que 96% deles foram realizados nos EUA.

Já o cenário nacional segue a tendência mundial ao realizar acordos de comercialização para o desenvolvimento sustentável estas fontes no País. Inclusive, o levantamento ressalta que esse é um dos fatores que influencia para o Brasil continuar como um dos destinos favoritos de investimentos estrangeiros desse setor.

Energia no mundo

Segundo o estudo, o mercado global de energia arrecadou a soma recorde de US$ 241 bilhões até setembro, mas se comparado ao trimestre anterior apresentou queda de 25%. Reforçando o foco global do setor em fontes renováveis, 41% dos deals realizados entre julho e setembro tiveram essa natureza, já na Europa esse número praticamente dobra (72%), impulsionado pelo acordo da União Europeia que se comprometeu em consumir 32% desse tipo de fonte de energia até 2030. A pesquisa ressalta que mais da metade dessas transações no mundo (59%) estavam relacionadas às iniciativas de energia a gás.

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