ENGIE destaca importância da estocagem no desenvolvimento do mercado de gás natural

set, 2019

Gustavo Labanca, CEO da TAG e membro do Comitê Executivo da ENGIE Brasil, diz que armazenamento reforça flexibilidade na geração de energia e permite melhor suprimento a térmicas, complementando fontes renováveis.

O CEO da TAG, Gustavo Labanca, defendeu nesta quarta-feira (4/8) que o Brasil crie um marco regulatório para a atividade de estocagem de gás natural, um segmento importante no desenvolvimento e na abertura do mercado de gás natural no país. A TAG é controlada pelo grupo ENGIE, que tem na infraestrutura do gás uma de suas principais linhas de negócio.

A estocagem permitirá uma maior integração com o setor elétrico e reforça o suprimento às termelétricas, usinas que são necessárias para uma maior flexibilidade do sistema de geração de energia, afirma Labanca, que fez uma apresentação na Rio Pipeline, evento do Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP).

Isso porque, segundo Labanca, a produção de gás do pré-sal é contínua e está associada ao petróleo, sem a possibilidade de ser interrompida. Já as térmicas entram em operação a fim de complementar as fontes renováveis intermitentes, cuja geração de energia não é constante, tais como solar, eólica e hidrelétrica.

Para promover a estocagem de gás, afirma o executivo, é necessária uma regulamentação para ter acesso a informações dos campos de óleo e gás já totalmente explorados – depletados, em linguagem técnica.“Há um potencial grande, sobretudo em campos terrestres no Nordeste e Espírito Santo, mas os investidores precisam ter acesso aos dados sobre a geologia desses reservatórios exauridos para identificar se são apropriados para estocagem. O gás armazenado pode ser utilizado para geração térmica em períodos de menor disponibilidade de geração de fontes renováveis, ajudando no planejamento do setor elétrico, inclusive na questão dos custos”, ressaltou Labanca.

O CEO da TAG ressaltou ainda que os investimentos da ENGIE no segmento de gás estão em linha com o pilar da companhia de ser líder global na transição energética para uma economia de baixo carbono e reforçou a experiência internacional nesse mercado. “Estamos contribuindo muito no debate de abertura no mercado de gás. Operamos uma rede de cerca de 37 mil km no mundo. É mais do que o triplo da malha brasileira, de cerca de 9 mil km no Brasil. Os números mostram quanto o país tem ainda por investir na expansão da sua rede”, afirmou.

A ENGIE foi responsável por um marco importante na abertura do setor de gás brasileiro, adquirindo da Petrobras a TAG, por R$ 33,2 bilhões, em consórcio com a investidora institucional global CDPQ. A ENGIE tem 58,5% do ativo; a CDPQ, 31,5%; e a Petrobras manteve 10% de participação.

Labanca disse que a ENGIE tem interesse, além do negócio de estocagem, na distribuição de gás natural, ramo no qual é uma das líderes mundiais.

O executivo apresentou ainda os outros negócios do grupo no Brasil, segundo país mais relevante no resultado operacional da ENGIE no mundo. Labanca destacou os investimentos em geração e transmissão de energia elétrica e soluções para clientes – iluminação pública, mobilidade urbana, geração solar distribuída, eficiência energética, entre outros.

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