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Enfim, a tarifa branca, e o ano se arrasta no vermelho

Em novembro do ano passado, publicávamos na coluna “Energia com qualidade” um artigo sobre a importância da necessidade da implantação da tarifa branca. Tratava-se de uma oportunidade para os pequenos consumidores residenciais e comerciais reduzirem suas contas de energia com modulação de carga e redução do consumo da ponta. Toda modulação é bem-vinda mesmo para as distribuidoras.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou o início da vigência da tarifa branca a partir de 2018, inicialmente, para os consumidores acima de 500 kWh por mês. Naquela oportunidade, as simulações de economia apontaram para economias nas contas de valores superiores a 10%. Resta saber se as concessionarias manterão os horários de ponta atuais aplicados nas tarifas azul e verde, pois disto dependerão os ajustes operacionais necessários para a obtenção das economias. Um bom sinal no horizonte.

No plano econômico, a situação se “arrasta”, apesar de as percepções da economia serem favoráveis, os negócios fechados, os contratos assinados e outros indicadores de mercado continuarem à mingua. Algumas oportunidades poderão surgir em projetos públicos, como as PPPs ou PPIs. Os governos tentam ajustar seus orçamentos e contratar projetos de melhorias das suas sofridas infraestruturas locais. E haja sofrimento! Sofrimento também das empresas médias que lutam pela sobrevivência e que vivem momentos de expectativa com orçamentos e resultados da mesma proporção, esperando melhores dias.

No plano político, a cassação de Cunha (ufa!), o show de retórica do MP que parece não ter provas contundentes, as lágrimas de Lula que não convencem nem o porteiro do sindicato dos metalúrgicos, as campanhas a prefeito e outras ocorrências também sem graça tomaram conta de nosso final de inverno. O que salta aos olhos é a exposição da ladroeira, com prisão de alguns envolvidos e os números que foram subtraídos dos nossos bolsos. A cada novo estouro surgem buracos de 10, 20 bilhões de reais. Os 2 ou 3 milhões do tríplex do Guarujá ou do sítio de Atibaia são “dinheiro de pinga”. Aliás, “só tomando uma, companheiro”.

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