Energia solar fotovoltaica já atinge todas as faixas de renda

ago, 2019

A tecnologia solar fotovoltaica, sobretudo, na geração distribuída, é atualmente uma solução completa, que resolve, de uma só vez, uma série de desafios da sociedade contemporânea. Entre os principais atributos, estão a versatilidade, a escalabilidade, a rentabilidade e o desenvolvimento econômico, ambiental, social, energético e estratégico.

Cada vez mais barata e acessível, a geração distribuída solar fotovoltaica tem impactado de forma ampla e positiva diferentes camadas da sociedade, com grande interesse e apoio de todas as classes sociais e econômicas. Os variados modelos de implementação trazem liberdade aos consumidores e democratizam o acesso às formas inovadoras e sustentáveis de se gerar eletricidade a preços inferiores aos oferecidos pelos monopólios de distribuição.

A forte redução de mais de 83% no preço dos equipamentos fotovoltaicos desde 2010, segundo recente relatório da Bloomberg New Energy Finance (BNEF), acompanhada do vertiginoso aumento nas tarifas de energia elétrica sobre os consumidores, levou a sociedade e os mercados a buscarem a geração distribuída solar fotovoltaica como uma forma eficaz de se blindar dos riscos inflacionários, com redução de custos e aumento de competitividade.

Passo a passo, a energia solar fotovoltaica está se transformando em uma tecnologia cada vez mais popular e acessível. Dizer que o seu uso se restringe apenas aos ricos é papo furado. Um sistema fotovoltaico,

para atender uma família de baixa renda, com quatro pessoas, pode ser adquirido por menos de R$5 mil no mercado e reduz seus gastos de energia elétrica em até 70%. Esse valor é apenas uma pequena fração do preço de uma motocicleta ou carro popular!

Um sistema solar fotovoltaico popular pode, ainda, ser totalmente financiado por linhas de crédito disponíveis em várias instituições financeiras, com parcelas divididas em até 60 meses. É isso mesmo: um sistema solar fotovoltaico popular sai por menos de R$150 ao mês, ou seja, menos de R$5 reais ao dia, mesmo valor gasto em um cafezinho pela manhã ou suco no almoço!

Por isso, financiar um sistema fotovoltaico popular já é mais fácil, mais barato e até mesmo mais vantajoso do que financiar um automóvel ou uma motocicleta. Enquanto carros e motos populares começam a se desvalorizar logo após a compra e ainda geram despesas recorrentes, como combustível, revisões, manutenção e Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), um sistema fotovoltaico popular valoriza o a sua casa e gera economia nas contas a partir do primeiro dia de operação. Difícil achar negócio melhor do que esse!

Vale lembrar também que a tecnologia se destaca como uma grande locomotiva de crescimento econômico, com potente geração de empregos de qualidade, sendo uma alternativa efetiva de economia para os bolsos das famílias, balanços das empresas e orçamentos dos governos.

Um sistema de geração distribuída solar fotovoltaica instalado no local de consumo ou em um local remoto, quando os consumidores não possuem telhado próprio, proporciona economia na conta de luz, tanto para cidadãos comuns, quanto para empresas, propriedades rurais e prédios públicos, como escolas e hospitais.

Embora o Brasil tenha despertado para as vantagens da geração distribuída solar fotovoltaica, o atraso, no entanto, ainda é evidente nos números, já que existem atualmente menos de 85 mil sistemas no País, frente a um universo de mais de 84 milhões de consumidores que poderiam se beneficiar com a tecnologia.

A energia solar fotovoltaica no Brasil também contará com um positivo impulso na sinergia com novas tecnologias de armazenamento de energia elétrica. A incorporação de baterias e outras formas de acumulação da eletricidade gerada pelo sol durante o dia, para uso posterior, agrega novos benefícios e ainda mais valor à energia solar fotovoltaica, com potencial promissor de acelerar o desenvolvimento da fonte. Para isso, é fundamental que a regulamentação avance e incentive o desenvolvimento desta tecnologia, ainda embrionária no Brasil.

Pelos dados da BNEF, o preço de baterias de íons de lítio despencou mais de 75% entre 2010 e 2018, sendo a segunda tecnologia que mais se barateou no setor elétrico mundial, atrás apenas da própria tecnologia solar fotovoltaica. O progresso seguirá em frente e o setor continuará sua trajetória, em alta velocidade, rumo a esta e outras evoluções.

As baterias, cada vez mais acessíveis, irão acelerar a substituição de geradores a diesel, caros, poluentes e barulhentos, por sistemas de geração distribuída solar fotovoltaica com armazenamento de energia elétrica. Para os consumidores conectados às redes, em áreas urbanas ou rurais, que sofrem com interrupções ou instabilidades no fornecimento de eletricidade, as baterias serão parte da solução. Adicionalmente, muitos consumidores em média tensão, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, pagam tarifas elevadíssimas no horário de ponta, custos que as baterias poderão aliviar.

Enquanto o setor de energia solar fotovoltaica vive uma célere transformação, outros segmentos mais conservadores, como é o caso das distribuidoras, têm reagido de forma intensa contra este avanço, justamente por já não atenderem mais às necessidades econômicas, sociais e ambientais dos consumidores, do cidadão e da própria nação em constante modernização.

Mesmo com tanta reação contrária das distribuidoras, na tentativa de manter seus monopólios, o próprio cidadão tem se mobilizado e investido em uma tecnologia mais barata, sustentável e democrática, que alia a economia à proteção ao meio ambiente.

O receio das distribuidoras em relação ao crescimento energia solar fotovoltaica pode ser comparado com o movimento que o Brasil e o mundo fizeram em direção aos aplicativos de serviços em substituição dos modelos de negócios mais conservadores. Exemplos não faltam: táxis e apps de mobilidade; hotéis, imobiliárias e sites de hospedagem; bancos e fintechs; restaurantes e plataformas de delivery; telegramas, cartas e chats no celular; locadoras de vídeos e serviços de streaming…e por aí vai.

A perenidade de um negócio não está relacionada necessariamente com o nível de poder aquisitivo das empresas, mas sim com a capacidade de inovação para resolver problemas e atender demandas específicas do consumidor.

É nisso que a solar fotovoltaica está cada vez mais antenada: em ficar cada vez mais acessível para todas as faixas da sociedade.

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