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Eletrodo de aterramento de PDA – Parte 01

Apresentação

Quando se fala em aterramento, normalmente os profissionais da área arrepiam, pois existem tantas crenças e tabus nessa área que chega a ser hilário. A ideia deste artigo é falar sobre aterramento, focado em PDA – Proteção contra Descargas Atmosféricas, mas a maioria dos conceitos podem ser estendidos para outras áreas, mas não obrigatoriamente.

Quando precisamos desenvolver um projeto de aterramento, a primeira informação a saber é qual a finalidade desse aterramento. Ele poderá ser para PDA, Instalações elétricas de Baixa, Média ou Alta Tensão, Subestações, linhas de transmissão, drenar estática etc. Para cada uma dessas situações existem particularidades que têm de ser levadas em consideração, para garantir que o aterramento projetado irá atender a essa finalidade.

De acordo com o caso você terá de atender a uma ou mais normas técnicas para verificar a necessidade desse aterramento. Como o leque de opções ficou muito amplo, iremos fechá-lo um pouco e focar mais na PDA.

Aterramento de PDA

A nova norma NBR 5419/2015 teve algumas alterações em relação á versão anterior de 2005 no item de dimensionamento do eletrodo de aterramento e vamos começar pela definição deste.

Apenas gostaria de lembrar que uma PDA – Proteção contra Descargas atmosféricas é subdividida em SPDA – Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas e MPS – Medidas de Proteção de Surtos, conforme esquema da norma abaixo.

 

Nesse artigo iremos falar sobre o subsistema de aterramento e vamos começar pelas principais funções deste subsistema dentro do SPDA. Vejamos algumas definições da norma:

Introdução

“A finalidade de um eletrodo de aterramento é dispersar a corrente da descarga atmosférica na terra, por meio do subsistema de aterramento.”

“Uma vez iniciada uma construção em um determinado local, o acesso restrito ao solo e á armadura de aço das estruturas dificulta o aproveitamento desses elementos como componentes naturais do SPDA, notadamente o subsistema de aterramento.”

“Por esta razão, a resistividade e tipo do solo devem sempre ser considerados nos estágios iniciais, sendo estas informações fundamentais para o projeto do sistema de aterramento e que podem exigir adequações no projeto da estrutura da fundação.”

Definições retiradas da Norma NBR5419/2015-3


*Eng. Normando V.B. Alves  é Diretor de Engenharia da Termotécnica

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