Casa dos Ventos adquire 445,2 MW em turbinas eólicas da Vestas

jun, 2019

Acordo representa maior contrato da história da fabricante dinamarquesa no Brasil

A Casa dos Ventos, uma das pioneiras e maiores investidoras no desenvolvimento de projetos eólicos no país, firmou com a Vestas, líder mundial na fabricação de aerogeradores, contrato para fornecimento de 106 turbinas eólicas V150-4.2 MW para o complexo Rio do Vento, localizado no Rio Grande do Norte. Além do fornecimento dos aerogeradores, a Vestas será responsável pela prestação de serviço de O&M dos equipamentos por 20 anos na modalidade disponibilidade de energia – AOM5000.

As naceles serão produzidas na fábrica da Vestas no Ceará, enquanto que as pás e torres também serão produzidas localmente de acordo com as regras do FINAME II do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES). O projeto eleva o número de pedidos da Vestas para a V150-4.2 MW no Brasil para 1.508 MW apenas oito meses após a empresa ter anunciado planos para produzir o modelo da turbina no Ceará.

Este é o segundo acordo entre Casa dos Ventos e Vestas em menos de um ano, totalizando 596,4 MW em contratos assinados. Em 2018, as empresas firmaram 151 MW em 36 turbinas do mesmo modelo para o complexo de Folha Larga, localizado na Bahia. Este é o maior contrato da fabricante dinamarquesa desde o início de suas operações no Brasil e, também, o maior acordo de fornecimento de aerogeradores já firmado pela desenvolvedora brasileira.

“O recurso eólico em Rio do Vento é extremamente diferenciado e está entre os melhores do mundo. Isso exigiu que buscássemos a melhor tecnologia disponível para o projeto e estamos convictos que a solução da Vestas nos permite extrair o máximo de energia desta região”, afirma Lucas Araripe, diretor de novos negócios da Casa dos Ventos.

O modelo V150-4.2 MW é um das soluções mais modernas e eficientes da empresa dinamarquesa.

“Estamos muito orgulhosos de termos sido escolhidos para um projeto tão importante. É o maior pedido já recebido pela Vestas no Brasil e também o que nos permitiu atingir 1,5 GW para este modelo. A nossa plataforma comprova sua capacidade de prover um LCoE (Levelized Cost of Energy) mais competitivo, bem como o seu ajuste perfeito para o perfil do vento no Brasil”, explica Rogério Zampronha, presidente da Vestas no Brasil e LATAM Sul. “Isso é fundamental para trazer segurança para os negócios. E para o Rio do Vento, a V150-4.2 MW será fornecida com torres projetadas especificamente para o perfil de vento da região”, avalia.

O projeto Rio do Vento se tornará um dos maiores complexos eólicos do mundo e ainda possui capacidade de expansão e hibridização através da inserção de outras fontes. O empreendimento já nasce com 445,2 MW e tem previsão de ser duplicado, alcançando uma capacidade instalada de 950 MW. “Além disto, estamos dimensionando uma usina fotovoltaica para se beneficiar da infraestrutura existente”, adianta o executivo da Casa dos Ventos.

Com investimento de aproximadamente R$ 2,4 bilhões, a primeira fase tem previsão de iniciar operação comercial no segundo semestre de 2021. Em sua total capacidade, o complexo eólico produzirá energia suficiente para abastecer mais de 1 milhão de residências.

Modelo destinado ao mercado livre

Apesar de ainda pouco difundido no Brasil, países como os Estados Unidos e diversos outros da Europa apresentam um grande número de companhias que, gradativamente, vem adquirindo energia renovável para suas operações. Em caráter de pioneirismo, a Casa dos Ventos anunciou este ano através de um projeto na Bahia, o maior contrato de fornecimento de energia de longo prazo de um parque eólico com um consumidor final no Brasil.

Buscando expandir sua atuação neste modelo, a companhia apresenta com Rio do Vento a possibilidade de atender diversos clientes, dada a dimensão do projeto. “As economias de escala oriundas da grandiosidade do empreendimento, aliadas à qualidade do vento da região, tornam a energia deste projeto bastante competitiva para nossos potenciais consumidores”, explica Lucas Araripe.

A viabilização de empreendimentos no ambiente livre tem ganhado representatividade na estratégia da companhia. “Temos buscado customizar soluções e auxiliar grandes empresas a consumirem energia da maneira mais eficiente e sustentável possível. Além do complexo eólico de Rio do Vento, estamos estruturando novas parcerias em função do nosso extenso portfólio de projetos no Nordeste do país”, finaliza.

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