Bons ventos para o bem do planeta

maio, 2018

Os bons ventos do Brasil que têm nos dado energia eólica de qualidade e bom custo-benefício também trazem uma grande riqueza importante para o futuro do nosso planeta: a possibilidade de se transformar em energia renovável, limpa, sem emissão de CO2, com grandes benefícios para a sociedade em geral e contribuindo para um futuro mais sustentável.

No Brasil, apesar de relativamente recente, já que se desenvolveu com mais força nos últimos oito anos, a energia eólica já é uma fonte consolidada, com uma indústria 80% nacionalizada e com ótimas perspectivas de crescimento. Além disso, a eólica tem demonstrado uma vitalidade impressionante em muito pouco tempo. Um exemplo: no início deste ano, o Brasil subiu mais uma posição no Ranking Mundial do GWEC (Global Wind Energy Council), chegando à oitava posição; completamos 13 GWs de capacidade instalada e a CCEE anunciou um crescimento de 26,5% da geração de energia eólica em operação comercial no Sistema Interligado Nacional (SIN), em 2017,na comparação com 2016.

O Brasil já tem mais de 500 parques eólicos, totalizando mais de 6.600 aerogeradores. A geração que vem destes parques tem sido maior ano a ano. Este é um dado muito relevante porque reflete e quantifica o que vimos ao longo de 2017, já que chegamos a abastecer 10% do país em agosto e 11% em setembro, passando pela primeira vez aos dois dígitos na matriz nacional em um mês. Além disso, chegamos a abastecer mais de 60% do Nordeste em vários momentos, na época que chamamos de “safra dos ventos”, que vai mais ou menos de junho a novembro. O montante gerado pelas eólicas já é equivalente ao consumo médio de cerca de 22 milhões de residências por mês, o que significa mais de 66 milhões de pessoas. Os 13 GWs de capacidade instalada de energia eólica ainda significam que o setor já gerou mais de 195 mil postos de trabalho desde seu início, com grande concentração nos últimos oito anos.

Dentre os benefícios de todo esse crescimento, é importante mencionar a possibilidade de geração de renda para os proprietários que arrendam suas terras para colocação de aerogeradores. Estimamos que mais de 4.000 famílias recebem, ao todo, mais de R$ 10 milhões mensais pelo arrendamento de terra. Ressaltamos ainda que os pagamentos dos arrendamentos sofrem tributação e também contribuem de forma significativa para o poder público.

Todos estes números positivos fazem com que a energia eólica tenha um futuro promissor no Brasil. A energia produzida pelos ventos é renovável; não polui; possui baixíssimo impacto ambiental; contribui para que o Brasil cumpra o Acordo do Clima; não emite CO2 em sua operação; tem um dos melhores custos benefícios na tarifa de energia; permite que os proprietários de terras onde estão os aerogeradores tenham outras atividades na mesma terra; gera renda por meio do pagamento de arrendamentos; promove a fixação do homem no campo com desenvolvimento sustentável; gera empregos que vão desde a fábrica até as regiões mais remotas onde estão os parques e incentivam o turismo ao promover desenvolvimento regional. Além de estarmos nos destacando, ano a ano, no cenário global do mercado de energia eólica, o Brasil também está contribuindo por um futuro sustentável para nosso planeta.

 

 

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