Será que já chegamos ao fundo do poço?

abr, 2016

Edição 123 – Abril de 2016
Por José Starosta – Consultor Técnico

 

Pelo menos é o que todos esperam. Nunca o pico negativo foi tão esperado. Até quando vamos assistir as empresas quebrarem ou serem descapitalizadas para se manterem abertas? O espetáculo promovido pelos nossos representantes na votação do impeachment em 17 de abril nos leva efetivamente a algumas outras reflexões:

 

 

  • A primeira é evidentemente relacionada à situação da economia do país. Enquanto a confiança não se estabelecer, não teremos investimentos e, sem investimento, não temos projetos e o mercado continua parado; até os sindicatos estão sofrendo!
  • A segunda é a definição se o atual time que teria a incumbência de nos governar e, por enquanto não o fez, será mantido ou não, ou se ainda teremos um governo provisório por mais seis meses, e tudo depende de mais negociatas, sempre mais negociatas. A atual presidente ainda falou em uma união nacional! Com quem?
  • A terceira é aquela relacionada aos aspectos jurídicos da sequência deste processo. Esquecem-se os envolvidos que estamos parados esperando estas decisões. De forma tola, os governantes vociferam o que seria o “golpe”, ou o “contragolpe” com novas eleições. Ninguém se preocupa que precisamos voltar a navegar. Será que nos ouvem? O país está parado! Aliás, golpe? De quem? Para quem? Melhor esclarecer.
  • A quarta questão seria para quais mãos iremos? Alguém desta turma que ajudou a promover este bacanal do poder nos últimos 12 anos e mais, estaria de verdade em condições e de mãos limpas para seguir a conduzir nossos destinos?

 

Nosso destino é incerto e aguarda os ritos e os protocolos serem cumpridos; enquanto isso, nossos governantes (ex/ante/futuro/quase/possíveis) disputam o poder com uma fome inacreditável. “Que patriotismo inabalável”.

 

Fica a nossa desilusão em ver o nosso país esfacelado, governado por incompetentes, corruptos e despreparados e, pior, não temos luz no fundo do túnel, já que o poder legislativo se mostrou pior do que o executivo naquele grotesco espetáculo de desamor à pátria. Não vamos falar das cusparadas, pois, a revista é de família. Somente uma clara política de educação da população nos tirará deste lamaçal de ignorância, quando então assistiremos a escolha de representantes do povo que, ao menos, sejam alfabetizados. Esperemos que sim, que tenhamos assistido ao fundo do poço; pior que está não……….(oh, não! Lembrei de outra “vossa excelência”!).

 

Boa sorte amigos, que as energias conspirem a nosso favor e que fiquemos vivos e sadios!

 

Eng. José Starosta
Consultor da revista O Setor Elétrico
consultor@osetoreletrico.com.br

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