A necessária profissionalização da equipe do Governo que virá

set, 2018

A estagnação da Economia e a falta de investimentos nos remete a um triste compasso de espera pelas eleições. Somos expectadores das informações de reajuste de remuneração de pessoal dos três poderes que superam os dois dígitos anuais e a simples explicação é que os valores já estariam previstos no orçamento; portanto os funcionários públicos e autoridades estão protegidos e com suas remunerações garantidas, enquanto os resultados de suas gestões são de forma geral pífios. As consultorias continuam a nos abastecer com informações sombrias sobre as perdas que se acumulam nos setores de energia, transporte e outros. Os candidatos ao novo Governo são questionados não sobre a composição de suas equipes e projetos de forma especifica, quando não, apenas sugerem quem seria o chefe da equipe econômica. Por outro lado, as carências do País dependem de projetos de infraestrutura e outros transformadores como os que se seguem:

  • término de obras de infraestrutura de transportes ferroviários e transporte público decente nas principais cidades, muitas delas com datas de entrega para a copa de 2014;
  • retrofit em iluminação pública, com financiamentos diretos associados.
  • implantação de transporte ferroviário adequado entre as principais capitais do Brasil, evitando filas e perdas de tempo em aeroportos de custos desproporcionais;
  • modelo do setor elétrico que contemple iniciativas adequadas de eficiência energética (esta sim, a fonte mais barata) com projetos autossustentáveis, incluindo “retrofit” de instalações e reforma de sistemas ineficientes, integração das redes de distribuição com as fontes renováveis, incluindo aspectos de remuneração adequada das distribuidoras. Reforma do PROPEE com fim de projetos de baixa renda, energia elétrica é um bem precioso e não pode ser simplesmente “doado”. Ainda o grupo de parlamentares que estuda a venda da Eletrobrás planta novas surpresas e benesses à baixa renda em atitude eleitoreira de total irresponsabilidade. Não bastasse o esvaziamento de reservatórios, os penduricalhos das contas de energia elevam os custos e somente uma gestão integrada e competente poderá tirar os consumidores desta enrascada;
  • adequação do sistema de transmissão e interligação das eólicas e outras fontes sustentáveis;
  • infraestrutura portuária e aeroportuária com custos e prazos de operação equivalentes aos internacionais;
  • política de construção civil com vistas à construção de moradias para população de baixa renda das cidades e financiamentos coerentes.

 

Esta lista poderá ser incrementada com outros projetos necessários e autofinanciáveis, contudo as equipes escolhidas para os ministérios devem ser empreendedoras, experientes e comprometidas com o sucesso dos projetos e só com os projetos, por favor! Escolher nossos futuros governantes sem informações e intenções das equipes técnicas (se forem técnicas) parece mais um chute no escuro. Melhor ficarmos atentos, muito atentos!

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