A jornada do BIM: a inteligência digital que vai inovar a construção

set, 2018

Não há uma fórmula para implantar o BIM, não há o melhor software de modelagem, o melhor gerenciador, o melhor sistema de 4D ou o melhor processo. Há o processo da sua empresa, o adequado para o seu projeto, para o momento, para os objetivos. Ele deve ser “vivo” e mutante. Implantar o BIM não tem começo, meio e fim, é uma jornada.

Há um bom tempo se fala em BIM (Building Information Modeling) e praticamente toda semana tem na agenda um evento interessante sobre o tema, seja ele de um fabricante, de uma associação ou, até mesmo, de grandes empresas querendo fomentar o tema entre seus fornecedores e a cadeia produtiva.

Razões para implantar o conceito de modelagem das informações de construção não faltam. Estamos em uma crise, sendo que a busca por eficiência, produtividade e diferencial competitivo são questões de sobrevivência. Portanto, não há dúvida que o BIM funciona e veio para ficar.

A questão que se coloca é o motivo de um processo tão lento de adoção, de tanta resistência e de tanta dificuldade na implantação. A sensação que se tem é que após um evento ou uma leitura sobre o tema as empresas ficam encantadas, entendem a necessidade, porém uma certa paralisia acontece que não permite fazer acontecer.

Alguns falam da característica conservadora do setor, outros avaliam que, por conta da crise, não há recursos para desenvolvimentos e melhorias e há quem ponha a culpa na complexidade da tecnologia, recordando de dificuldades passadas, assim como outros culpam o cliente que não exige e nivela tudo “por baixo”.

Na minha opinião, o principal freio ao BIM está na dificuldade das empresas do setor em inovar. Inovar é essencialmente experimentar, a regra da inovação é errar, é saber reconhecer o erro e mudar ou, na linguagem mais especializada, pivotar. A engenharia civil e a arquitetura lidam muito mal com o erro, somos treinados para não errar.

*Marcus Granadeiro é engenheiro civil formado pela Escola Politécnica da USP, presidente do Construtivo, empresa de tecnologia com DNA de engenharia e membro da ADN (Autodesk Development Network) e do RICS (Royal Institution of Chartered Surveyours).

 


Sobre o Construtivo.com

O Construtivo é uma empresa de tecnologia com DNA de engenharia. Pioneira no conceito de nuvem, desde 1999 atende os maiores projetos de infraestrutura do Brasil.

Fundado em 1999 como uma joint venture do Grupo Santander, o Construtivo passou por um processo de MBO (Management buy-out) em 2004 e se tornou uma empresa nacional.

Com sede em São Paulo e filial em Porto Alegre, o Construtivo tem como carro chefe a solução Colaborativo, ofertada na modalidade de serviço (SaaS) e atendendo mais de 25 mil usuários com rede de plena redundância e com padrões de segurança internacionais a partir de seus servidores em Data Center Nacional padrão Tier III.

As soluções do Construtivo não se limitam apenas àquelas que compõem o Colaborativo. Elas englobam o serviço e o conhecimento de sua equipe como parte do processo. Aproveitando o know-how de mais de 20 anos de sua equipe em CAD e o pioneirismo em BIM, o Construtivo estabeleceu um núcleo de serviços de CAD / BIM.

Com cerca de 100 clientes ativos, entre eles UHE Belo Monte, CSN, Systra Vetec, CEEE, Voith, EBEI, Exto, CTG Brasil, Mobissom, LPC Latina, Rodobens, State Grid, JHE, PK, Voith, Rumo e Energia Consult, o Construtivo.com se tornou uma das principais empresas voltadas para o gerenciamento de processos com especialização em engenharia civil do país, atendendo áreas como energia, transporte, administração pública, manutenção, entre outras. Informações: http://www.construtivo.com/

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