6 razões para utilizar EPIs no ambiente industrial

out, 2019

Autor: Eng° Eletricista Tagout – João Marcio Tosmann*

Os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) são, por definição, dispositivos ou acessórios de uso individual, destinados à proteção do trabalhador contra riscos à segurança e saúde. São obrigatórios e devem ser disponibilizados gratuitamente de acordo com a atividade desempenhada pelo trabalhador, segundo a NR-6. Assim, os equipamentos de proteção individual devem ser utilizados quando não for possível tomar medidas que permitam eliminar os riscos do ambiente de trabalho, ou seja, quando a proteção coletiva (Equipamentos de Proteção Coletiva – EPCs) não for viável, eficiente e/ou suficiente para a eliminação dos perigos.

Para se proteger, o trabalhador precisa seguir à risca as normas e utilizar a proteção fornecida pelo empregador. Muitos acidentes de trabalho poderiam ser evitados ou reduzidos com simples medidas de segurança. Por isso, é fundamental que os trabalhadores entendam sobre quais são e como evitar os principais riscos ocupacionais e que os empregadores criem estratégias corretas de prevenção à acidentes.

Entre os EPIs mais utilizados nas indústrias estão

  • Capuz ou balaclava para a proteção da cabeça;

  • Protetores auriculares e abafadores de ruídos para proteção auditiva;

  • Óculos e viseiras para proteção de olhos e face;

  • Luvas e mangotes para proteção de mãos e braços

  • Máscaras e filtros para proteção respiratória;

  • Coletes e macacões para proteção do corpo;

  • Sapatos, botas e botinas para proteção de pernas e pés.

 

Para esclarecer ainda mais a importância dos EPIs, destacamos alguns riscos que estão presentes na rotina industrial e formas de proteção. Confira!

1 – Proteção contra ruídos

Alguns dos agentes físicos que podem afetar a saúde do trabalhador são os ruídos excessivos. De acordo com o Ministério do Trabalho, 85 decibéis é o limite de exposição ao qual o trabalhador pode ser submetido em um período de trabalho de oito horas. No entanto, quem trabalha na indústria pode ter que suportar muito mais do que isso. Por isso, a proteção auditiva é indispensável e deve ser feita com protetores auriculares tipo plug ou abafadores de ruído.

2 – Proteção da pele

Existem no mercado diversas categorias de vestimentas. Algumas delas são destinadas a eletricistas que lidam com risco de incêndio e descargas elétrica e incluem uma ampla quantidade de itens, como calças, macacão e camisas. Já outras vestimentas são ideias para evitar o contato de agentes químicos com a pele como alguns modelos de macacão ou avental. Para cada caso é recomendado um tipo de material, de acordo com a necessidade do tipo de agente e do tempo de exposição que a vestimenta pode suportar.

3 – Proteção dos olhos

Uma das áreas mais sensíveis do corpo humano, os olhos merecem atenção especial. Proteção ocular e facial é obrigatória para trabalhadores que estejam expostos a partículas volantes, radiação ultravioleta ou infravermelha, excesso de luminosidade e respingos químicos. Para isso são indicados óculos ou viseiras de segurança e os protetores faciais

O tipo de lente dos óculos de segurança irá depender da atividade desempenhada pelo trabalhador. A lente transparente é para situações com luminosidade normal, a amarelada para ambientes com pouca luminosidade e a escurecida é para alta luminosidade.

4 – Proteção das vias respiratórias

Algumas substâncias podem entrar pelas vias respiratórias do trabalhador, como: produtos químicos, gases, poeiras, vapores, dentre outros. Por isso, a proteção respiratória é importante em diversas situações. Os protetores podem ser descartáveis ou semifaciais e sua escolha deve levar em conta a natureza do material com que o trabalhador vai entrar em contato.

As máscaras descartáveis são conhecidas como peças faciais filtrantes e podem ser de três tipos: contra poeiras e névoas não tóxicas, contra partículas finas e névoas tóxicas ou contra partículas finíssimas. Já os respiradores semifaciais, podem ser do tipo filtro ou cartucho, específicos para cada tipo de exposição

5 – Proteção das mãos e pés

A manipulação de objetos pesados durante o transporte e as atividades que envolvem ferramentas de corte como serras, guilhotinas, tornos e prensas exigem proteção para mãos e pés. Para isso, existem luvas e botas adequadas para a atividade durante o manuseio do equipamento ou ferramenta. As luvas de aço, por exemplo, são comuns em metalúrgicas, indústrias automobilísticas ou de mineração, entre outras. Para os pés, devem ser usadas as botas com bico de aço

6 – Proteção contra quedas

Um trabalhador que trabalha em altura, em uma atividade que exija o uso de escadas ou plataformas, precisa utilizar o cinto de segurança para evitar a queda. Aliado a isso, pode-se implantar um “trava-queda” acoplado ao cinto de segurança ligado a um cabo de segurança independente, para os trabalhos realizados com movimentação vertical em andaimes suspensos de qualquer tipo.

A importância dos Equipamentos de Proteção Coletiva – EPCs

Os EPIs são muito importantes para a segurança do trabalhador, mas não se pode deixar de lado o uso da proteção coletiva. Os EPCs são dispositivos instalados e utilizados no ambiente de trabalho que têm o objetivo de proteger os trabalhadores, só que em relação aos riscos coletivos existentes nos processos

Exemplos de EPCs:

  • Cones, correntes e faixas de segurança;

  • Placas de sinalização;

  • Sirenes, alarmes e alertas luminosos nas empilhadeiras;

  • Grades de contenção;

  • Barreiras contra luminosidade ou radiação

  • Bloqueio tipo cadeado e garra que servem para impedir o religamento de máquinas, equipamentos ou painéis elétricos durante o período de manutenção

  • Sistema de ventilação e exaustão para eliminar gases, vapores ou poeiras contaminantes.

Um ponto importante a ser destacado é que os EPIs não evitam acidentes, como acontece com a proteção coletiva, eles apenas diminuem ou evitam lesões que podem decorrer de acidentes. A vantagem dos equipamentos de proteção coletiva é que não dependem da atitude do funcionário para que seja eficaz, sendo as medidas de proteção coletiva prioridade em qualquer empresa.

*Sobre o autor: João Marcio Tosmann é formado em Engenharia Elétrica, com ênfase em Eletrônica, pela PUC-RS, com pós-graduação em Administração Industrial pela USP e MBA em Marketing pela ESPM.

Possui experiência em projetos de manutenção industrial e logística em autopeças. Atuou como membro da diretoria do Complexo Industrial Automotivo General Motors (CIAG) e líder de projetos de novos veículos como Celta (General Motors) e EcoSport (Ford). Atualmente é diretor da Tagout, indústria de produtos de Bloqueio e Etiquetagem que oferece consultoria, treinamento e elaboração de procedimentos para implantação do Programa de Controle de Energias Perigosas (PCEP).

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