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Leds ou halógenas?

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Edição 50, Março de 2010

Autoria: Leandro de Barros

O mercado de iluminação e, mais especificamente o de lâmpadas, passa por momentos de transição e muitas novidades. A busca contínua por eficiência tem gerado o desenvolvimento de novas tecnologias e provocado a substituição de fontes de luz consideradas ineficientes por outras universalmente reconhecidas como eficientes. Dessa forma, os profissionais do mercado se deparam com novidades muito interessantes, entretanto, devem entender e discernir as novas tecnologias para identificar suas aplicações de forma adequada.

Entre as novidades do mercado estão os já conhecidos Leds. Desejados e vistos por muitos como o futuro da iluminação, não faltam questionamentos sobre sua aplicabilidade e características. Será que todos nós vamos usar os Leds em nossas casas? Será que eles estão acabando com as lâmpadas? Afinal, os Leds, como fonte de luz, vieram para quê e para quem? Em que caso é possível usá-los?

 

Em primeiro lugar, é importante que se entenda o que é o Led. O Light Emiting Diode (Diodo emissor de luz – Led) – como seu nome já diz – é um diodo, ou seja, um semicondutor em estado sólido que converte energia elétrica diretamente em luz. Portanto, não é uma lâmpada. Ele não veio com o objetivo de fazer substituição de lâmpadas, mas para ser mais uma opção de fonte de luz em diversas aplicações.

 

Os Leds oferecem opções decorativas difíceis de serem alcançadas por outras fontes de iluminação. São ecologicamente corretos, eficientes e deixam muitos maravilhados com seus efeitos, entretanto, muitas melhorias nesta tecnologia ainda estão por vir. O que a maioria ignora é a existência de diversas categorias de Led. O mercado já dispõe de Leds para balizamento, decorativos e de alto brilho, entre outras subcategorias. Cada uma delas tem suas aplicações específicas.

 

O profissional de iluminação deve estar ciente sobre a vasta gama de tecnologia para escolher aquela que mais se adéqua à sua necessidade. Para aplicar qualquer fonte de luz, deve ter em mente o que vai iluminar e o efeito que deseja ter. Neste campo é que surgem as dúvidas sobre em que circunstâncias é mais aconselhável usar os Leds ou as lâmpadas halógenas, por exemplo.

 

As halógenas (dicróica, PAR, AR, Palito, Mini JC, G9) têm IRC de 100. Isso significa que, em diversas aplicações em que a fidelização das cores é importante, essa característica pode fazer toda a diferença. As lâmpadas dicróicas, especificamente, possuem um brilho característico que, dependendo do efeito que se deseja fazer no ambiente, será um fator importante a ser considerado. Entretanto, muitos profissionais são receosos com as halógenas devido ao elevado consumo de energia e grande percepção de calor emitido.

 

Os Leds são procurados pela sua eficiência, baixo consumo, grande durabilidade e opções decorativas. Entretanto, os Leds de alto brilho ou “Hi Power” têm IRC em torno de 70 a 80. Possuem baixa potência, ou seja, reduzido consumo de energia e são encontrados em formatos que visam ser semelhantes às dicróicas e PAR tradicionais. Esses Leds geralmente possuem de 70% a 80% da intensidade de luz das lâmpadas halógenas tradicionais.

 

É verdade que a vida mediana dos Leds é maior que a das lâmpadas tradicionais, porém, é necessário avaliar os locais que se deseja iluminar e o efeito que se deseja dar. A escolha de uma fonte de luz não deve ser feita apenas analisando a durabilidade e a tecnologia em si, mas requer considerar o efeito e o resultado que ela irá fornecer.

 

O mercado de Led ainda crescerá muito. Sabemos que, em muitas situações, seremos iluminados com Leds, mas vale ressaltar que esta tecnologia, em desenvolvimento contínuo, tem seus desafios pela frente. Cada profissional deve estar apto a conhecer e entender as novidades, sabendo que a iluminação é um campo vasto e que oferece muitas oportunidades, mas exige todo o cuidado e carinho já que faz parte de nossas vidas.

 

 

Dicas de aplicação e instalação das fontes luminosas halógenas e Leds

 

Ambientes internos

Considere a intensidade de luz. Geralmente, os Leds mais acessíveis do mercado nem sempre darão a intensidade de luz desejada. Faça sempre essa comparação efetuando a leitura das “candelas” (cd) na embalagem dos Leds e das lâmpadas halógenas. Esses modelos de Leds ainda não são recomendados para iluminação principal do ambiente.

Considere o IRC: Há lojas, áreas comerciais e até residências que demandam bom Índice de Reprodução de Cor, ou seja, a fidelização das cores é importante. Neste caso, as halógenas terão vantagem sobre os Leds.

 

Considere a flexibilidade: os Leds proporcionam maior flexibilidade para efeitos, que vão desde as opções de cores e formatos até a distribuição da luz e a temperatura de cor. Enquanto as lâmpadas halógenas têm temperatura de cor em torno de 3.000 K, nos Leds é possível encontrar temperatura de cor de 3.000 K, 4.000 K e 6.000 K.

 

Considere o consumo: neste quesito, os Leds têm grande vantagem sobre as halógenas. Nos modelos de alto brilho, em formato de dicróica, o consumo de energia equivale a 10% de uma lâmpada dicróica tradicional. Porém, vale lembrar que possui 70% da intensidade de luz da tradicional.

 

Áreas externas

Os Leds proporcionam boas soluções de iluminação externa, tanto pela flexibilidade como pelas cores e intensidades. Aconselha-se verificar junto ao fabricante se aquele produto é recomendado para uso externo. Os Leds em formato de lâmpada PAR, por exemplo, não estão preparados para exposição ao tempo. Neste caso, as lâmpadas PAR tradicionais ainda são as recomendadas.

 

 

 

Esta dica é do Leandro de Barros, administrador de empresa e pós-graduando em Iluminação e Design de Interiores. É responsável pelo Centro de Treinamento da empresa de iluminação Golden.

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