Publicidade - Revista O Setor Eltrico
Publicidade - Revista O Setor Eltrico

Revista O Setor Elétrico


Atitude Editorial

 

 

Facebook - O Setor Elétrico Twitter - O Setor Elétrico You Tube - O Setor Elétrico RSS - O Setor Elétrico

Unidades consumidoras de média tensão e automação

E-mail Imprimir

Edição 69 / Outubro de 2011
Por Luis Fernando Arruda 

É quase zero o nível de automação que se encontra nas unidades consumidoras de média tensão. De forma geral, podemos ver algumas instalações com determinado equipamento, que visa restringir carga e evitar a ultrapassagem de demanda contratual, os chamados controladores de demanda.

Na maioria dos casos, estes controladores de demanda são alimentados por pulsos disponibilizados gratuitamente pelas concessionárias a partir da medição de faturamento. Porém, automação mesmo, com controle e gestão da instalação, é raríssimo.

Hoje os relés de proteção (apenas com as funções 50/51 F+N) permitem um sensoriamento remoto e isso se torna particularmente importante quando há qualquer atuação, pois deixa que seja analisada a causa e, a partir daí, tomadas atitudes preventivas de forma a evitar novas interrupções.

A própria medição de energia a ser faturada, instalada e mantida pelas concessionárias de distribuição, na maioria dos casos, encontra-se defasada tecnologicamente.

O investimento para automatizar a medição paga-se em até 18 meses ou menos, dependendo de cada caso e das ocorrências que são evitadas.

Esta automação não somente permite pleno conhecimento da carga e de seu comportamento (muito útil também para o planejamento de sistema) como também pode ser utilizada para fins operacionais, balizando decisões em função de informações obtidas remotamente, agilizando a operação do sistema e evitando custos e demora no atendimento de ocorrências.

Mesmo nos casos em que se quer evitar irregularidades, quando o indicado é externalizar a medição (que demanda maior investimento), os mesmos benefícios podem ser obtidos e sua remuneração também se dá de forma rápida.

Todas estas formas de automação permitem que seja disponibilizado ao cliente informações, via internet, de sua medição de faturamento, permitindo controle e gestão de seu comportamento.

Do lado do cliente, pensando em concepção do projeto, basta prever a instalação de transformadores de instrumento (transformador de potencial – TP e de corrente – TC) para que se possa dispor das mesmas informações da medição em tempo real e sem qualquer dependência da concessionária.

Com esta disponibilidade, toda a gestão interna do consumo de energia e a demanda utilizadas ficam mais simples e completas, permitindo que o controle dos processos industriais dependentes da energia elétrica se dê de forma mais segura.

Até mesmo a verificação de fatura a ser paga passa a ser um subproduto direto, o que gera segurança ao cliente.

Investir em três TPs e três TCs, em chave de aferição e em um medidor inteligente representa muito pouco se comparado aos benefícios a serem alcançados, tornando qualquer ampliação da automação uma decisão simples de ser tomada e ações independentes da concessionária.

Talvez seja o momento adequado de as empresas de projeto começarem a ofertar esta opção para clientes da base cativa, aos quais qualquer automação ainda é algo muito distante. Há que ser demonstrado, de forma objetiva, os ganhos comparados aos custos. É certo que todos ganhariam com isso.

Veja também:

Itens relacionados:
Itens mais atuais:
Itens mais antigos:


Voltar

Comentários  

 
0 #1 Diretor TécnicoHenrique Chaguri 2012-05-08 15:03
Corretíssimo.
Na área de saneamento então, a coisa é ainda mais crítica,
Citar
 

Adicionar comentário


Security code
trocar