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Feliz conceito novo!

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Ed.59 - Dezembro de 2010

Por Jobson Modena

Por meio de um site de notícias tomei conhecimento de um evento acontecido fora do País. Tratava-se de um acidente acorrido em uma usina geradora de energia elétrica. A causa do acidente foi atribuída à utilização de equipamentos e materiais obsoletos no local.

Assim que terminei a leitura e traçando um paralelo com nossas instalações, ocorreu-me o seguinte: se o conhecimento fosse maior e mais bem empregado, qual seria a percentagem de risco causado pela utilização de componente inadequado?

Deixando os pontos político e financeiro da questão para as pessoas que têm condição de debatê-los, posso apresentar minha experiência ao longo de 2010 quando tive a oportunidade de viajar por 19 Estados do País desenvolvendo trabalhos ou ministrando cursos e palestras, além de ter participado das reuniões para encerramento da revisão do texto da IEC 62305- 1 a 4: Lightning Protection. O que notei pelos locais em que estive foi um triste panorama técnico. Grande parte dos profissionais sequer conhece nossas normas e do pouco restante, parte deles está desatualizada ou se recusa a entender o porquê dos conceitos nelas empregados. Poucos colegas mostraram real interesse em se atualizar, um número menor ainda conseguiu levar adiante um diálogo técnico sem logo soltar uma das já conhecidas e repetidas pérolas da engenharia, coisas do tipo: “... para-raios Franklin atraem o raio por causa das pontas nele existentes...” ou “... na minha instalação o aterramento do PABX está com problema. Basta cair um raio para queimar alguma coisa. Quero ver se ainda este ano coloco mais umas hastes de reforço nele ...”.

Conceitos básicos, como equipotencialização – importante ferramenta complementar na proteção contra choque elétrico – e eletrodo único (para energia, telefonia, dados, SPDA, etc.) de aterramento na mesma edificação continuam esquecidos, ignorados em projetos feitos de forma displicente, que omitem informações básicas para sua correta execução.

2010 foi um excelente ano, mas que, para mim, mostrou o cenário da obsolescência técnica profissional em vários setores (industrial, comercial e residencial) do nosso País. Espero que 2011 seja um ano iluminado, mas o avanço dos Leds de nada adiantará se, na instalação elétrica, continuarem a utilizar conceitos da era das sombras.

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Comentários  

 
+2 #4 Proteção SE - NBR 14039Jose Roberto C Rocha 2012-04-20 13:10
Caro Jobson,

O item 5.3.1.1 da NBR 14039 estabelece:


5.3.1.1 Capacidade instalada menor ou igual a 300 kVA
Em uma subestação unitária com capacidade instalada menor ou igual a 300 kVA, a proteção geral na média tensão deve
ser realizada por meio de um disjuntor acionado através de relés secundários com as funções 50 e 51, fase e neutro (onde
é fornecido o neutro), ou por meio de chave seccionadora e fusível, sendo que, neste caso, adicionalmente, a proteção
geral, na baixa tensão, deve ser realizada através de disjuntor.


No caso de SE não unitária, como deve ser < 300 KVA como deve ser realizada a proteção geral na média tensão?
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+6 #3 Equalização de potencialWiliam 2011-06-15 10:19
Excelente observação do autor, sobre a equipotencializ ação, que ainda é malvista por muitos profissionais de TI. Ela ainda é encarada como algo a ser evitado. Somente com capacitação e adequado conhecimento é que podemos acabar com estes "fantasmas" que ainda circulam nesta área.
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+7 #2 RE: Feliz conceito novo!Jobson 2011-05-25 09:16
Caro Estellito, agradeço o pertinente comentário, com o qual concordo em numero e grau.
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+11 #1 Capacitação de profissionaisEstellito Jr. 2011-03-01 10:21
Jobson, creio que a questão passe pela conscientização das empresas. Esta semana vi um anúncio para estagiário, onde um dos requisitos era: "saber trabalhar sob pressão". Ora, se o estagiário é aquele que vai aprender o fluxo do trabalho, como ele já vai ter que saber "trabalhar sob pressão"? As empresas querem "profissionais prontos", para não "gastarem" com treinamento, mas a consequência da ausência de um plano de treinamento de reciclagem é muito alto, basta ver que no artigo os equipamentos estão queimando e a "solução" é gastar mais dinheiro na instalação de hastes. Ainda mais triste é saber que esta mesma empresa ao invés de contratar um especialista para resolver o problema, deve colocar curiosos por causa do menor preço. Bem, lamentavelmente podemos dizer que eles terão prejuízos ainda por um bom tempo, até mudarem esta cultura e valorizar a atualização profissional de seu corpo técnico.
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