Um novembro azul de doer

dez, 2016

Inevitavelmente, somos lembrados a cada novo novembro azul: “você já foi ?”. Este não foi diferente, não fossem as situações que passamos além da tradicional visita ao homem de branco de dedo grande. No Rio de Janeiro, o governador enfia o pezão pelas mãos, numa tentativa de jogar mais uma vez para a torcida, convidando a “viúva” de Brasília a bancar a farra dos governadores.

Garotinho tenta sair pela tangente com o stent concêntrico. Cabral assiste sua nau afundar no porto de Bangu e as travessuras com dinheiro público (não só no Rio de Janeiro ou no Rio Grande do Sul) protagonizada pelo seus governantes e principais dirigentes que levam as instituições a ruírem ao ponto de faltar verba para folha de pagamento. Tudo isso muito previsto, constatado e a ser provado pela justiça.

O grande galho para aqueles que intencionam trabalhar de forma tida ainda como convencional é que a grande roda da economia que ameaçava voltar a girar na troca do governo que a devastou ou a devassou ainda está na ameaça; os indicadores são todos desfavoráveis. O que se ouve são as “percepções” de alguns que a coisa estaria melhorando. Certamente, estes que possuem as percepções não devem pagar impostos, folhas de pagamentos e outras obrigações assumidas, muito menos ter família para criar, apenas se propõe a “perceber” o que estaria acontecendo, uma versão piorada de palpites “para religiosos”.

Falando sério, nossas vidas dependem de empregos que dependem de investimentos em infraestrutura e a carência é enorme. Obras no setor de transporte e logística, energia e saneamento estão na fila aguardando serem executadas com competência. Parece que aí está o ponto. Competência, alguém se habilita?

Enquanto as vacas e as vaquejadas derrubam ministros por aqui, delações dão as pistas do futuro e nosso irmão do Norte aponta para o endurecimento das relações, antes fraternas. Para onde corremos? Quais as saídas? Será que continuarão a pensar em somente se defender? Depois do novembro azul, somente um dezembro verde para aliviar a dor. “Vamos, verdão!”

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