Um novembro azul de doer… e que não terminou!

dez, 2016

No editorial do mês passado, mencionávamos o sofrido mês de novembro, que, mesmo sem ter terminado já mostrara a sua marca. Ao final daquele editorial, um alento à única boa esperança: a certeza do sucesso do Verdão, então já com a mão na taça. O que se viveu posteriormente, nos últimos dias daquele mês, foi sim a conquista do título depois de 22 anos, mas não foi o verdão de São Paulo o protagonista do futebol. Outros dois verdes que disputariam a final da Sul Americana tomaram a cena e uma tragédia assolou nossas cabeças. Uma brutal e “burral” incompetência associada a suspeitas de corrupção em uma típica novela “cucaracha” pôs fim a mais de 70 valiosas vidas cheias de sonhos, numa demonstração explícita da imbecilidade que assolou seres aparentemente humanos por alguns milhares de dólares a mais.

O trágico final seria obra de uma roleta russa orquestrada por uma besta assassina que pilotava o avião. O mundo parou para as justas homenagens e o Atlético de Medellin mostrou aos nossos incrédulos olhares o que significa a palavra “solidariedade”. Não tínhamos noção da extensão da amizade desse nosso vizinho do noroeste da América Latina. Temos muito a reconhecê-los como nossos verdadeiros “Hermanos”. Sem palavras, muito obrigado! Quem torcia para o Verdão de SP, agora torce para os três.

Acharam que acabou? Não amigo! No ato seguinte, nossa seleção de jogadores de Brasília (nós os selecionamos para lá estarem) seguia trabalhando duro pelo “bem da Pátria e da Humanidade”, buscando saídas para o imbróglio que se meteram em um modelo de corrupção também jamais visto (pelo menos descoberto) desde os tempos de Cabral. E agora amigos? Não, eles não conseguirão! Eis que finalmente surge no desmoralizado STF alguém de juízo que bota o dedo no nariz deste bando de farsantes que ocupa o legislativo e consegue concluir (em tempo) que a “cambada” teria desviado o real interesse da lei. Sem comentários.

Incrível foi a dificuldade em se aprovar naquele circo de horrores uma regra em que não se pode gastar mais do que se ganha! Como diria o comendador Fumagalli: “Orrrrra meu!”. Alguém pode dizer como os arruaceiros que eram contra o projeto mantém seus lares com fluxo de caixa negativo? Será que eles trabalham? Como somos brasileiros, o lado bom da coisa foi a lista de apelidos da empreiteira, que fazia as benesses das vossas (ou nossas) excelências, vazada e que somada à anterior já perfazem um total de 60 apelidos (vejam só!). “Lindinho”, “avião”, “angorá”, “caju”, “justiça”, ”feia”, e o melhor de todos, o “todo feio”. Tem também o “caranguejo”, o “primo”, o “comuna” e o “boca mole”, entre outros, e põe outros nisso. Mas a economia e seus indicadores continuam caindo, caindo…

Esperamos que dezembro acabe logo e que novas energias surjam para o ano novo, com verdes esperanças para o futuro sem as pragas que nos assolam. Que cavamos masmorras ao vício em 2017 e que a luz surja no fundo do túnel. Why not?

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