Tecnologia para as redes inteligentes

nov, 2016

A diversidade de opções e o aparecimento constante de novos fornecedores, de fato, sempre são sinais positivos, pois estimulam a concorrência sem sacrifício da qualidade, tendem a diminuir custos, geram novas ideias e aplicações e abrem oportunidade para novos negócios no combalido setor da distribuição de energia elétrica no Brasil.

Mesmo agora, com o afrouxamento de regras e metas por parte do governo, a vida das distribuidoras não parece que vai ser fácil e, certamente, para obter maior rentabilidade, a grande oportunidade passa a ser a inovação (possível com a esperada reestruturação / modernização do ambiente regulatório).

As coisas deverão ser feitas de forma diferente para se conseguir resultados melhores.

Tempos atrás presenciamos uma onda de melhorias (e grandes sustos) na área administrativa do setor elétrico com o uso de software inovador com a implementação massiva do SAP e este movimento tem muito a nos ensinar.

Tudo o que foi prometido foi entregue? Por que que em algumas empresas a implementação foi menos turbulenta que em outras? O preço que se paga pelas licenças mais o investimento inicial realmente dão retorno positivo? Existe volta se o sistema não atender às necessidades?

No caso das redes inteligentes, temos uma situação mais complexa e abrangente, pois as tecnologias existentes para comunicação em campo (RF, PLC, etc.) quase sempre se excluem quanto a serem integradas. A obsolescência precoce é uma realidade implacável, os modelos de negócio adequados ao Brasil seguem diferentes parâmetros do que se fazem em outros países em função de particularidades de cargas e hábito de uso, do custo de capital e de incertezas derivadas do ambiente regulatório e também dos problemas decorrentes de desencontro de ações dos órgãos governamentais que deveriam criar um ambiente saudável para negócios.

Há ainda o desafio do software de gestão (e sua integração ao faturamento e demais sistemas corporativos) e a questão dos medidores e demais “sensores” em campo.

Finalmente, vem o desafio de vencer os problemas das redes públicas de comunicação hoje disponíveis com seus baixos índices de performance e confiabilidade.

Além disso, os maus resultados quanto a desempenho técnico em quaisquer áreas têm sido sistematicamente mantidos na “surdina”, assim como os “planos de negócios” que resultaram em vendas em outros países da América Central, Caribe e em alguns estados dos Estados Unidos.

E já se sabe que no Canadá e no Reino Unido há questionamentos sobre o êxito do que foi implementado até agora: ou seja, há questionamentos quanto ao que se investiu e ao real valor do retorno obtido!

Há uma grande variedade de tecnologias e sistemas para serem avaliados. Em uma primeira análise, poderíamos eliminar sumariamente aqueles que trabalham com protocolos fechados / proprietários e que aceitam apenas o sistema de comunicação de um fabricante de medidores e sensores. Estes, primariamente, representam um casamento indissolúvel e problemático, o que indica que vão custar muito caro no futuro e não vão ser integráveis a outras tecnologias.

Vamos então tratar separadamente a questão tecnológica, olhando quatro aspectos principais: medidores e demais sensores, comunicação / integração de campo ao sistema corporativo, sistema de gestão da medição e demais funções comerciais e operacionais.

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