Sustentabilidade em alta

jan, 2011

Edição 60 – Janeiro 2011
Por Juliana Iwashita Kawasaki

É com uma enorme satisfação que inicio essa coluna. Nela pretendo abordar questões relacionadas à iluminação, do ponto de vista da eficiência energética e da sustentabilidade. Falaremos sobre novas tecnologias, estudos de casos, simulações, aplicações, normas, fotometrias, automação, integração da iluminação artificial e natural e, indo um pouco mais além, abordaremos questões para obtermos edificações e instalações mais eficientes e mais sustentáveis.

Atualmente, todos estão em busca da sustentabilidade. O tema está em diversas revistas, em diversos segmentos e deixou de ser diferencial apenas das grandes empresas. Hoje a população está mais preocupada com a preservação dos recursos ambientais e começou a cobrar do restante da sociedade.

Seja por meio da reciclagem, da preservação de florestas, da obtenção de créditos de carbono, da geração de energia limpa e do uso de produtos ecologicamente corretos, vemos a sustentabilidade sendo pilar de diversas campanhas empresariais e políticas.

Quando falamos de edificações e instalações elétricas, a iluminação é um dos usos finais mais importantes para obter economia de energia. Atualmente, é responsável por 19% de todo o consumo de energia elétrica gerada mundialmente. A iluminação vai além das questões intrínsecas a ela, está diretamente relacionada ao conforto do ambiente e ao bem-estar e produtividade dos ocupantes.

Além disso, relaciona-se a outros aspectos da edificação, como a climatização e a envoltória da fachada do edifício. Em retrofits, a iluminação reduz cargas instaladas e, consequentemente, o consumo dos sistemas de ar-condicionado. Aproveitando-se da iluminação natural e das tecnologias presentes no mercado, podemos chegar a ter até 75% de economia de energia com a iluminação artificial.

Somado a isso observamos o mercado bastante aquecido por altos investimentos em infraestrutura e em busca de edifícios inteligentes e eficientes. As certificações, como o LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) e o Procel Edifica, estão cada vez mais almejadas por empreendedores que desejam construir edificações ecologicamente corretas e com diferenciação no mercado imobiliário.

Em novembro, a Eletrobras lançou a versão da etiquetagem para edificações residenciais. Esta visa a atender a Lei de Eficiência Energética regulamentada em 2001, que prevê o estabelecimento de níveis mínimos de eficiência energética para equipamentos e edificações.

Paralelamente a isso, o Ministério de Minas e Energia promulgou a Portaria Interministerial nº 1007 no último dia 31 de dezembro, regulamentando níveis mínimos de eficiência energética para as diversas potências de lâmpadas incandescentes. Por esta portaria, por exemplo, após 30 de junho de 2015, só poderão ser comercializadas lâmpadas incandescentes de 60 W em 220 V com eficiência luminosa superior a 18 lm/W. Estas lâmpadas atualmente possuem eficiência em torno de 12 lm/W, o que significa que para permanecerem no mercado a tecnologia terá que evoluir consideravelmente. Para outras potências e tensão, veja Tabela 1 e Tabela 2.

Comprovamos, assim, que a conservação de energia e a sustentabilidade são cada vez mais almejadas no nosso mercado, por meio de equipamentos ou projetos eficientes de instalações e edificações.

Com esta coluna gostaria de estimular nosso setor elétrico a buscar novas soluções e tecnologias que propiciem eficiência energética e conforto para os usuários de nossas edificações.

 

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