Setor energético é fundamental para as mudanças climáticas

jul, 2017

 

Para o especialista sênior no Brasil do Banco Mundial, Christophe de Gouvello, não há como falar de mudanças climáticas sem abordar o setor energético. Na opinião do especialista, o Brasil fez grandes avanços na questão do combate à emissão de gases do efeito estufa. Entre 2009 e 2014, o Brasil foi o único país de grande porte que cortou suas emissões absolutas pela metade nos últimos anos. “Mas boa parte deste avanço aconteceu devido à redução do desmatamento, especialmente na Amazônia. Com isso, o setor energético passa a representar uma maior porcentagem no quadro de emissões brasileiro”, afirma.

Em uma palestra realizada em Brasília, no último dia 23 de junho, Gouvello apresentou pesquisas feitas nos últimos anos e ressaltou que o setor elétrico brasileiro, atualmente, é vulnerável ao clima e às questões hidrológicas. Para solucionar este problema, é necessário mais incentivo à pesquisa e às energias renováveis.

Segundo o especialista, o Banco Mundial identificou dois grandes desafios para o Brasil. Um deles é migrar a ciência sofisticada que já existe no país para a capacidade de prever possíveis danos. O segundo grande desafio seria manter a trajetória de baixo carbono e acelerar a curva de aprendizagem de energias limpas, incentivando o mercado para o crescimento de fontes renováveis.

O Banco Mundial e o Ministério de Minas e Energia mantêm uma parceria no Projeto de Assistência Técnica dos Setor de Energia e Mineral (Projeto Meta), cujo objetivo é contribuir para a ampliação e a consolidação do avanço dos setores energético e mineral brasileiro, dando apoio à competitividade e ao crescimento econômico no país.

Com investimentos de aproximadamente US$ 53 milhões, o Meta prevê atender até o final de 2018 um total de 45 subprojetos/ações. Entre as propostas, estão a iniciativa Gás Para Crescer, estudos para a elaboração do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE), suporte à modernização tecnológica do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e do Departamento Nacional de Política Mineral (DNPM), entre outros.

 

 

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