Rio de Janeiro registra média de 25 horas sem energia em 2016

ago, 2017

 

Os municípios fluminenses ficaram 25 horas sem energia elétrica em 2016, o pior resultado dos últimos cinco anos. É o que revela o estudo “Retrato da Qualidade da Energia no Estado do Rio de Janeiro”, divulgado pelo Sistema Firjan recentemente. Na comparação com 2011, o tempo de interrupção aumentou 10,2%. A média nacional é de 16 horas sem fornecimento. “Um cenário assim afasta novos investidores e inibe qualquer iniciativa de expansão”, disse o vice-presidente do Sistema Firjan, Carlos Mariani Bittencourt.

 

A cidade de Angra dos Reis, no Sul Fluminense, por exemplo, ficou mais de 48 horas sem energia. Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, e Petrópolis, na região Serrana, registraram mais de 30 horas de interrupção. O estudo, elaborado com base em indicadores da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), aponta ainda que, em média, os consumidores do Estado tiveram o fornecimento interrompido 13 vezes, um aumento de 11,1% em relação a 2011. Na análise geral, que considera tanto o tempo sem energia como a quantidade de interrupções, a região do estado com o pior nível de qualidade é a Serrana.

 

De acordo com o Sistema Firjan, o acesso à energia elétrica com qualidade, segurança e a preços baixos é fundamental para o desenvolvimento socioeconômico e industrial. Para melhorar o serviço oferecido no Estado, a Federação das Indústrias defende investimentos por parte das distribuidoras, além de uma modernização da regulação a partir de uma visão integrada de todo o setor. As propostas apresentadas pelo Sistema Firjan para a melhoria do ambiente regulatório são a criação de indicadores que mensurem as interrupções abaixo de três minutos, a identificação das classes de consumo nos conjuntos elétricos, o desenvolvimento de pacotes de fornecimento de energia elétrica com qualidade e preço diferenciado para a indústria e o estímulo à expansão das redes inteligentes de energia.

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