Responsabilidades

jan, 2014

Edição 95 – Dezembro 2013
Por Jobson Modena

No Brasil, a decisão de proteger as estruturas contra os raios pode estar vinculada a um ou a mais dos seguintes requisitos:

  • Exigência legal: neste caso, cabe às secretarias de obras municipais determinar quais os tipos de estruturas deverão ser protegidas, ou ainda por exigência de normas regulamentadoras, por exemplo, do Ministério do Trabalho e Emprego (NR 10);
  • Para obtenção de certificações de qualidade, ambiental ou de segurança;
  • Por exigência de companhias de seguro, relacionando esta proteção a incêndios, perdas físicas ou patrimoniais;
  • Por precaução, quando um proprietário, mesmo isento de obrigações legais, queira proteger seu patrimônio.

Para qualquer que seja o caso, a norma fornece subsídios para que se possa decidir quanto à necessidade da proteção. Caso as regulamentações não especifiquem quais estruturas devem obrigatoriamente ser protegidas, deverá ser empregado o método de verificação que consta do anexo B da ABNR NBR 5419.

Somente os projetos elaborados com base nas disposições normalizadas podem assegurar uma instalação reconhecida como legalmente eficiente e confiável. Entretanto, esta eficiência nunca atingirá os 100% estando, ainda assim, sujeita a falhas na proteção. As mais comuns são a destruição de pequenos trechos do revestimento das fachadas de edifícios ou de quinas da edificação ou ainda de trechos de telhados. É comum a ocorrência do deslocamento das telhas provocado pela movimentação do ar criada pela descarga atmosférica. A eficiência do SPDA, como tantos outros parâmetros de proteção, está vinculada ao nível de proteção adotado para o sistema.

A ABNT NBR 5419 define em 3.31 o nível de proteção como: “termo de classificação de um SPDA que denota sua eficiência. Este termo expressa a probabilidade com a qual um SPDA protege um volume contra os efeitos das descargas atmosféricas”.

Em 3.43, a norma define a eficiência de um SPDA como “relação entre a frequência média anual de descargas atmosféricas que não causam danos, interceptadas ou não pelo SPDA, e a frequência (Ndc) sobre a estrutura”.

Assim, vincula-se o nível de proteção com a eficiência do SPDA, dependendo da exposição da estrutura às correntes elétricas das descargas atmosféricas e das características dessa estrutura (construção, conteúdo, tipo de utilização, etc.). A norma ABNT NBR 5419 recomenda:

Nível IV – Eficiência de até 80%;

Nível III – Eficiência de até 90%;

Nível II – Eficiência de até 95%;

Nível I – Eficiência de até 98%.

Portanto, por exemplo, existe a probabilidade de uma estrutura protegida por um SPDA projetado sob o nível II de proteção ser atingida diretamente por cinco em cada cem descargas atmosféricas incidentes.

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