Respaldo normativo para proteção contra raios em áreas abertas

mar, 2014

Edição 97 – Fevereiro 2014
Por Jobson Modena

Desde o ano passado, a International Eletrotecnical Commission (IEC) oficializou alguns procedimentos para a proteção dos seres vivos contra os efeitos das descargas atmosféricas através de um relatório técnico informativo.

Com 21 páginas e 13 ilustrações, o documento mostrado na figura, disponível em inglês e em francês, está dividido em seis capítulos assim distribuídos:

  1. Escopo
  2. Referências normativas
  3. Termos e definições
  4. Geral
    4.1.    Observações preliminares
    4.2.    Danos causados pelos raios aos seres humanos
    4.2.1. Geral
    4.2.2. Impacto direto
    4.2.3. Centelhamento (descarga) lateral
    4.2.4. Tensão de toque
    4.2.5. Tensão de passo
  5. Efeitos dos impactos diretos dos raios para os seres humanos
    5.1.    Lesões possíveis
    5.2.    Como pessoas lesionadas podem ser ajudadas (socorridas)
  6. Como agir em presença de tempestade
    6.1.    Como detectar os riscos prováveis da formação do raio
    6.2.    Como achar lugares seguros
    6.3.    O que fazer em áreas abertas
    6.4.    Situações perigosas em um carro
    6.5.    O que fazer quando se esta acampando
    6.6.    Tempestades em regiões montanhosas
    6.7.    O que fazer quando se está dentro da água
    6.8.    O que fazer em eventos ao ar livre
    6.9.    O que fazer quando se está praticando esporte ao ar livre

Analisando-se o título dos capítulos, percebe-se que não se trata de assunto novo, mas simplesmente oficializa conceitos existentes, que, até então, se encontravam difusos em diversos documentos, que não necessariamente tratavam de proteção contra descargas atmosféricas.

Assim que o novo texto da ABNT NBR 5419 for publicado, a CE-64.10, comissão que estuda o assunto, tem a intenção de trabalhar este texto para disponibilizá-lo como documento nacional a fim de aumentar as diretrizes na proteção dos seres vivos em áreas abertas no Brasil e preencher a lacuna ainda existente na nossa normalização. Enquanto isso, aos que se depararem com situações que necessitem respaldo normativo, fica a sugestão para que sigam as recomendações do documento IEC TR 62713:2013.

Caso haja alguma dúvida específica sobre o documento, podemos desenvolver o assunto com mais profundidade, bastando que os leitores se manifestem a respeito.

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