Recorde de produção de energia renovável em 2016

jun, 2017

O ano de 2016 foi recorde em termos de adição de capacidade nos setores de energia renovável (eólica, solar, PCHs e biomassa) em todo mundo, totalizando 138,5 gigawatts, no entanto, foi 23% menor no que diz respeito a investimentos. As informações são da Agência ONU Meio Ambiente, que divulgou no início de abril, em Nova York, um relatório sobre energias renováveis.

 

Recorde de produção de renovável
O valor total de investimentos em energias renováveis (excluindo grandes hidrelétricas) em 2016 foi de US$ 241,6 bilhões, o menor desde 2013.

 

De acordo com a Agência, a proporção da eletricidade global fornecida pelas energias renováveis aumentou de 10,3% em 2015 para 11,3% em 2016, o que evitou uma estimativa de 1,7 gigatoneladas de emissões de dióxido de carbono.

O investimento global foi de US$ 241,6 bilhões em 2016, 23% a menos que 2015, e agregou 138,5 gigawatts de nova capacidade de energia renovável (excluindo grandes hidrelétricas), um aumento de 8% frente aos 127,5 gigawatts registrados em 2015. O custo médio em dólares por megawatt para energia solar fotovoltaica e eólica caiu mais de 10%.

O chefe de Energia e Clima da ONU Meio Ambiente, Mark Radka, explicou que, apesar das dificuldades, existe um consenso internacional de que a eletricidade renovável dominará no futuro. Ele falou sobre oportunidades e desafios para que a meta seja alcançada até o meio deste século 21. O principal, segundo Radka, é começar, a partir de já, a montar a infraestrutura adequada para que o mundo dependa apenas de energias renováveis.

Atualmente, 20% da energia consumida no mundo vem de fontes renováveis, beneficiando cerca de 100 milhões de pessoas. Mas especialistas acreditam ser possível chegar a 100% até 2050 – esta é a opinião de 70% dos que foram entrevistados para o relatório da ONU Meio Ambiente.

Segundo o relatório da agência, os governos precisam criar políticas e buscar o financiamento necessário para atingir as metas, uma vez que os custos das energias solar e eólica já estão bastante competitivos. (Com informações da Agência Brasil).

 

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