Questões do dia 26/08/2009

ago, 2009

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Dúvida:
Ao desenvolver projetos em salas elétricas com 13,8 kV para 4,16 kV para 480 V, sempre adotei o método de instalação tipo I, conforme tabela B.6 da NBR 5419. Estou, agora, fazendo um projeto que está sendo questionado quanto a esta classificação, pois o estão enquadrando no nível 3 (indústria). Qual é o método que devo classificar?

Resposta:
Por tratar-se de uma cabine primária, dentro de uma estrutura maior, você deve considerar as condições da estrutura maior, por exemplo, indústria deve utilizar nível 3 e cumprir com todos os requisitos de proteção de surtos na cabine, tais como para-raios de distribuição, para-raios de baixa tensão, DPS, etc. Se a cabine for uma estrutura isolada, você deve utilizar nível 1. A norma NBR 5419 está sendo revisada com base na série IEC 62305 que possui quatro partes. A parte 2 refere-se à análise de risco, sendo que esta pode ser feita dividindo a estrutura em diversas zonas – pode-se analisar a estrutura dividindo-a em administração, laboratórios, fábrica, cabine primária, etc., daí a razão de esta análise conduzir a proteção adequada considerando a proteção da estrutura (SPDA), a proteção de equipamentos (DPS), etc.



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Dúvida:
Como está a revisão da NBR 5419:2005? Como será publicada, de uma única vez ou por partes, como a IEC?

Resposta:

A Comissão de Estudos CE 64.10 do COBEI está revisando a NBR 5419 desde 2006. Esta revisão é baseada na série da IEC 62305 que possui quatro partes. A parte 1, “Princípios Gerais”, já foi traduzida e analisada pela comissão. A parte 3, “Danos físicos às estruturas e perigo à vida”, já foi praticamente traduzida e está em análise. Por ser uma norma bastante extensa, a análise está no anexo E, que é um dos últimos desta parte. As outras duas partes ainda não foram traduzidas e, portanto, não foram analisadas. Quanto à forma de publicação, a CE optou, em primeira instância, por manter os volumes (partes), mas essa forma de publicação ainda poderá ser alterada. Existe uma expectativa de o projeto da norma ser publicado até o final de 2010, momento em que todos os profissionais poderão participar por meio de votação gratuita pelo site da ABNT http://www.abntnet.com.br/consultanacional/


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Dúvida:
Imaginemos um prédio baixo construído ao lado de dois prédios mais altos, um de cada lado. Podemos dizer que este prédio estaria protegido contra descargas diretas se a esfera rolante tocar nos prédios vizinhos e não tocar o prédio menor? Se a resposta for sim, mesmo que este seja de nível 2 ou nível 1?

Reposta:
Se a edificação for classificada como nível 3 ou 4, esse argumento (esfera rolante) ou a memória de cálculo de necessidade do SPDA podem ser usados, porém se for classificada como nível 1 ou 2, a proteção deverá ser realizada, uma vez que os riscos a edificações classificadas como nível 1 e 2 consideram a ocorrência de danos coletivos (explosão ou vazamento de material de risco) ou geração de pânico. Edificações classificadas com nível 1 de proteção não deveriam ser construídas perto de outras edificações de menor risco, mas a ideia é analisar o raciocínio e não o fato isoladamente. Outro aspecto que deve ser levado em conta é se há uma ligação entre os serviços destas edificações: se forem de uma mesma empresa, cabos de rede, de telefonia e de energia, ou mesmo tubulações metálicas diversas podem interligar os prédios. Neste caso, estudos específicos devem ser feitos no sentido de se prover uma proteção mais integrada.


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Dúvida:
Considerando um edifício com mais de 20 metros de altura, com um SPDA de acordo com a norma, nível de proteção 3, a que distância do perímetro deste edifício uma pessoa estaria segura contra descargas diretas, estando do lado de fora do prédio?

Resposta:
Embora a proteção para o edifício seja nível 3, a proteção pessoal pode ser classificada como nível 1 (mais crítica, com correntes com valores de crista de 3 kA com maiores poderes de penetração e eficiência de 98%). Assim, considerando que a proteção tenha a mesma altura do prédio e um plano fictício de 3 m acima do solo (admitindo-se um ser humano alto, em pé, pulando no momento do impacto do raio), teremos uma distância medida a partir da base do prédio e paralela ao solo de aproximadamente 10 m (proteção calculada pelo Modelo Eletrogeométrico). No entanto, esta resposta pode ter outro enfoque, ou seja, uma pessoa fora da edificação já está correndo muitos riscos desnecessários, tais como descargas laterais, tensões de passo (risco baixo), tensões de toque ou mesmo receber na cabeça uma tijolada (pedaços de material desprendido da edificação), devido a uma descarga direta que possa eventualmente desprender esse material. A IEC 62305-2, que trata da análise de risco, considera os seguintes tipos de risco: perda de vida humana, de serviço ao público, de memória cultural e de valores econômicos. Com relação à perda de vida humana, deve-se levar em conta diversos fatores, como tensão de toque e de passo em zonas de até 3 m fora da estrutura, danos físicos causados por descargas disruptivas dentro da estrutura que possam dar início a explosão ou incêndio, falhas de sistemas internos causados por LEMP (risco de explosão ou de dificuldade de evacuação, por exemplo, em hospitais) e outros referentes às descargas nos serviços ligados à estrutura. Em termos de análise de risco, a estrutura inclui pessoas dentro dela e também estando em zonas de até 3 m fora dela. Quando esta norma entrar em vigor no Brasil, cada estrutura deverá ser estudada em relação ao risco e as medidas de proteção serão definidas após esta análise (tipo de SPDA, de proteção de equipamentos, etc.).

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