Proteção contra efeitos térmicos – Parte 2

dez, 2015

Edição 118 – Novembro de 2015
Espaço 5410

Esta seção é dedicada a um resumo do que vem sendo discutido nas reuniões de 2015 de revisão da norma ABNT NBR 5410:2004, baseada nas alterações do texto da IEC correspondente e nos pontos apresentados pelos participantes. É importante sempre ressaltar que as citações desta coluna constituem um relato do que foi discutido e que foram aprovadas na reunião plenária pela comissão de estudos, porém, a aprovação como parte oficial do projeto de norma, somente será feita antes de o texto ser enviado para consulta nacional.

Algumas seções que serão complementadas somente ao final dos trabalhos de revisão (por exemplo, referências normativas) e não estão descritas aqui.

Conforme apresentado na coluna da edição anterior, o capítulo 5.2, tratando de proteção contra efeitos térmicos, foi rediscutido e sua redação definitiva será elaborada até o fim de dezembro de 2015. O texto a seguir foi elaborado por participantes da comissão e será discutido na próxima reunião, que acontecerá em 02 de dezembro de 2015.

Proposta para o atual 5.2.2.2, que estava pendente de discussão:

A tabela 1 esclarece a aplicação da classificação BD. Essa tabela pode tanto ser incorporada à futura ABNT NBR 5410, quanto apenas servir de base para entendimento das diversas possibilidades de aplicação prática dessa classificação.

Tabela 1 – Aplicação da classificação BD

5.2.3.2 [5.2.2.2] Proteção contra incêndio nas condições BD2, BD3 e BD4

Rota de fuga – Mantém a inclusão do termo da forma como está na ata.

5.2.3.2.1 Nas condições BD2, BD3 e BD4, as linhas elétricas aparentes em rota de fuga devem atender aos seguintes requisitos:

(…) – os condutores e os condutos devem ser não propagantes de chama, livres de halogênio e com baixa emissão de fumaça e gases tóxicos. Mantém o restante do texto já debatido e aprovado.

5.2.3.2.2 [5.2.2.2.3] – mantém

5.2.2.2.4  Nas condições BD2, BD3 e BD4, os dispositivos de comando e de proteção, exceto certos dispositivos que facilitam a fuga das pessoas, devem ser acessíveis apenas a pessoas autorizadas. Se forem dispostos em áreas de circulação, devem ser abrigados em invólucros constituídos de material incombustível ou de difícil combustão.

NOTA: Tal requisito não proíbe o uso de invólucros plásticos que sejam de difícil combustão.

(Com base no texto IEC)

Obs: Apesar dos ajustes realizados no texto, somos da opinião de excluí-lo, pois não vimos como aplicá-lo. Fica mais fácil apresentar os argumentos na reunião.

5.2.2.2.5 Não se admite, nas instalações elétricas nas condições BD3 ou BD4 e em rotas de fuga, o uso de componentes contendo líquidos inflamáveis.

NOTA: Os capacitores auxiliares incorporados aos equipamentos (por exemplo, capacitores de lâmpadas de descarga e capacitores de partida de motores) não estão sujeitos a esta prescrição.


Notas da Tabela1:

1 – Essa tabela foi elaborada com base nos seguintes documentos: ABNT NBR 9077, Decreto Estadual (SP) nº 56.819/2011, Instrução Técnica nº 11 do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

2 – A altura da edificação é medida em metros do ponto que caracteríza a saída no nível de descarga ao piso do último pavimento habitado, podendo ser ascendente ou descendente.

3 – Nível de descarga é o nível no qual uma porta externa conduz a um local seguro no exterior.

4 – A edificação pode ser classificada em mais de uma condição quanto às condiçõoes de fuga, desde que adotadas medidas de compartimentação.

5 – Áreas de uso misto não compartimentadas (que abrangem mais de uma classificação) devem ser classificadas na condição mais restritiva.

6 – A classificação BD é dada na tabela 21 da NBR 5410.

7 – Distância máxima para fuga breve é a distância a ser percorrida para atingir um local de relativa segurança (espaço livre exterior, área de refúgio, área compartimentada – desde que tenha pelo menos uma saída direta para o espaço livre exterior – escada protegida ou à prova de fumaça), tendo em vista o risco à vida humana decorrente do fogo e da fumaça.

8 – A distância máxima a ser percorrida é aquela necessária para atingir as portas de acesso às saídas das edificações e o acesso às escadas ou às portas das escadas (nos pavimentos) e devem ser consideradas a partir da porta de acesso da unidade autônoma mais distante, desde que o seu caminhamento interno não ultrapasse 10 m.

9 – CR é definida como sendo a classificação de risco, conforme estabelecido no Decreto Estadual (SP) nº 56.819/2011.


* Eduardo Daniel, consultor da MDJ Assessoria e Engenharia Consultiva, superintendente da Certiel Brasil e coordenador da Comissão de Estudos 03:064-001 do CB-3/ABNT, que revisa a norma de instalações de baixa tensão ABNT NBR 5410.

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