Novidades no setor de Iluminação

jun, 2012

Edição 76 / Maio de 2012
Por Juliana Iwashita Kawasaki

Nos últimos meses, o setor de iluminação passou por alguns momentos importantes.  Em 26 de março foi lançada a portaria que reduz o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de 15% para 5% de luminárias e lustres. Embora tenha vigência de apenas três meses, até 20 de junho deste ano, a redução do IPI poderá ser prorrogada futuramente. O objetivo da redução de impostos foi incentivar o consumo e estimular o crescimento econômico, além de reduzir possíveis demissões.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux), a redução do IPI para luminárias e lustres, além de reduzir os preços beneficiando o consumidor final, também gera maior volume de produção e vendas; combate a produção informal e importação ilegal de luminárias; amplia a arrecadação tributária; aumenta a competitividade, estimulando a exportação; gera novos empregos; melhora a segurança dos imóveis (segurança patrimonial e qualidade de vida), pelo uso de produtos com qualidade assegurada por empresas especializadas; reduz os problemas de conforto visual da população; e garante eficiência energética com redução de consumo de energia. Para tanto, porém, a redução precisaria ser mantida por um período maior.

Além da redução do IPI, foram lançadas em março duas normas relativas a “drivers” para Leds: ABNT NBR IEC 61347-2-13:2012 – Dispositivo de controle da lâmpada – Requisitos particulares para dispositivos de controle eletrônicos alimentados em c.c ou c.a para os módulos de Led e a  ABNT/NBR 62384 – Segurança Específica. Ambas as normas visam a impulsionar um maior controle para equipamentos de Leds. Normalizações para lâmpadas e luminárias de Leds encontram-se em andamento e serão essenciais para futuras verificações de conformidade e certificações de produtos.

Programas de etiquetagem, como ocorrem nos Estados Unidos (http://www.lightingfacts.com), exigirão esforços do Inmetro, capacitação e acreditação de laboratórios de ensaios e apoio das associações de classe como Associação Brasileira de Importadores de Produtos de Iluminação (Abilumi) e Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux). A avaliação de conformidade de produtos de Led, entretanto, é uma necessidade atual, considerando uma existência elevada de produtos de qualidade diversa no mercado brasileiro.

Semelhante ao que ocorreu no início dos anos 2000, quando uma alta quantidade de lâmpadas fluorescentes compactas entraram no mercado em função do apagão, observamos uma situação similar hoje em dia com os produtos Leds.

A 13ª Feira Internacional da Indústria da Iluminação (Expolux), ocorrida em abril, é prova desta tendência. Os produtos de Leds foram destaques na maior parte dos estandes da feira. Produtos nacionais e importados chamavam atenção pelo design, economia de energia e alta durabilidade informada. No tradicional Prêmio Abilux Design de Luminárias 2012, mais de 90% das luminárias inscritas utilizavam a tecnologia Led.

Dentre os ganhadores do concurso, destaque deve ser dado para luminária pública Maestra, da Intral, que ganhou o Prêmio Especial de “Conservação de Energia”.

Com expectativa de vida de 70.000 horas, a luminária propicia redução significativa da manutenção na instalação da iluminação, com distribuição fotométrica com diferentes tipos de lentes que possibilitam uma melhor uniformidade da luz, redução do ofuscamento e obtenção de diferentes classificações.

Outro destaque do concurso foi dado à luminária Kubi, que tive a honra de conceber com o arquiteto Chris Larbig. Segunda colocada na categoria “Residencial para Parede”, esta luminária é prova de que um produto pode ir além do design e da tecnologia. A Kubi faz parte de um projeto de ação de responsabilidade social e ambiental da Itaim Iluminação. É resultado de esforços realizado pela indústria em reutilizar, de maneira criativa e sustentável, retalhos de matérias-primas descartados dos processos de fabricação de óticos de luminárias comerciais. A montagem dos cubos de alumínio é feita por um grupo de pais de crianças da APAE Barueri, o Grupo Papelar. Criado em 2010, com o auxílio da ONG Design Possível, as mães e os pais das crianças encontram-se durante as sessões de tratamento de seus filhos na entidade e desenvolvem trabalhos artesanais que os auxiliam como fonte de renda. 

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