Menor célula combustível do mundo

abr, 2009

Edição 37, Fevereiro de 2009

Menor célula combustível do mundo

Pesquisadores do grupo Saeed Moghaddam, da Universidade de Illinois (EUA), nos Estados Unidos, anunciaram a criação da menor célula combustível do mundo. Medindo apenas 3 milímetros de comprimento e 1 mm de espessura, a peça poderá ser fundamental no desenvolvimento de microgeradores de eletricidade, podendo substituir as baterias encontradas em celulares e equipamentos eletrônicos portáteis.

 

 

 

A célula é capaz de armazenar mais energia em um mesmo espaço que a atual bateria, mas apresenta, ainda, um ponto negativo diante da concorrente de maior porte. As baterias são mais fáceis de serem produzidas que o pequeno dispositivo e os componentes eletrônicos necessários à célula. Além disso, a pequena bomba pode consumir mais energia do que é capaz de gerar.

 

A revista New Scientist traz, na edição de janeiro deste ano, uma reportagem em que explica a novidade do grupo Saeed Moghaddam e diz que os cientistas conseguiram criar um desenho de uma célula minúscula que gera energia sem consumi-la.

 

 

Componentes

A célula tem apenas quatro componentes. Uma fina membrana separa um reservatório acima da água a partir de uma câmara contendo hidreto metálico, abaixo do qual há um conjunto de eletrodos. De acordo com os cientistas, pequenos furos na membrana permitem que as moléculas de água alcancem o compartimento adjacente em forma de vapor. O vapor reage com o hidreto metálico formando hidrogênio que preenche o compartimento e empurra a membrana para cima, bloqueando o fluxo da água. O gás é progressivamente exaurido, enquanto reage com os eletrodos, criando um fluxo de eletricidade. E quando a pressão do hidrogênio cai, pode entrar mais água que mantém o processo.

 

Por ser um dispositivo tão pequeno, a tensão superficial – e sem gravidade – controla o fluxo de água pelo sistema. O que significa que a célula funciona mesmo se movimentada, sendo perfeita para aplicações em equipamentos eletroportáteis. Os primeiros estudos mostram que a célula é capaz de produzir 0,7 volts em uma corrente de 0,7 miliamperes por 30 horas até que o combustível acabe. Entretanto, segundo a Moghaddam, uma nova versão do protótipo alcançou uma corrente de 1 miliampere, em uma tensão semelhante. O que ainda não é suficiente para conduzir telefones celulares que usam baterias tradicionais, mas a aplicação já é possível em microrrobôs.

 

 


 

 

75 mortes causadas por raios

 

Em 2008, no Brasil, 75 pessoas morreram vítimas de descargas elétricas. É o que mostra umlevantamento do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe) em São José dos Campos (SP). O resultado negativo é maior que em 2007, quando a mesma pesquisa registrou 47 casos fatais.

 

O Estado de São Paulo contabilizou o maior número de mortes (20). Ceará ficou em segundo lugar, com 7 óbitos e os Estados de Minas Gerais e Alagoas seguiram com 6 falecimentos cada um.

 

Pela primeira vez, a equipe do Inpe identificou três casos de mortes de pessoas que foram atingidas por raios enquanto falavam no aparelho celular, no momento em que a bateria estava sendo carregada, ou seja, conectada à rede elétrica. O meteorologista e coordenador do Elat, Osmar Pinto, diz que por enquanto não é possível saber se esses eventos refletem uma nova realidade ou trata-se apenas de uma coincidência. Para prevenir, em dias de tempestade, é aconselhável não utilizar o telefone com fio ou o celular ligado ao carregador. Caso o raio atinja a rede telefônica ou elétrica, a força será conduzida pelos fios.

 

Segundo os registros do Elat, 80% das vítimas eram homens e metade tinha entre 25 e 59 anos. A maioria trabalhava na zona rural. De acordo com o órgão, os números deverão ser mantidos no próximo ano.

Comentários

Deixa uma mensagem

%d blogueiros gostam disto: