Materiais de construção têm queda de 18,9% no consumo de energia

jun, 2017

O consumo de energia no País ainda está abaixo do nível registrado em fevereiro de 2016. O Índice Comerc Energia, que cobre 12 setores da economia, registrou uma queda de 1,58% entre fevereiro de 2017 e o mesmo mês de 2016 e de 1,63% no consumo acumulado no primeiro bimestre do ano.

Em particular, chama a atenção a queda de 18,9% no consumo da categoria de Materiais de Construção, considerando o acumulado no primeiro bimestre de 2017 frente ao mesmo período de 2016.
Somam-se a isso os dados revelados em 7 de março pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que o PIB do setor da Construção sofreu uma retração de 5,2% em 2016. Também de acordo com o IBGE, o segmento assistiu no ano passado a uma redução de 2,8% da ocupação de sua mão de obra (PNAD contínua/IBGE).

Para José Romeu Ferraz Neto, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), no entanto, a queda apontada pelo IBGE dimensiona apenas uma parcela da extensão da retração vivida pelo setor no ano passado. “Somente a atividade das construtoras formais caiu 18,2% em 2016, de acordo com o Índice Nacional de Atividades da Construção Civil”, afirmou.

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Sinais positivos

É possível, no entanto, ver alguns sinais de aumento do consumo de energia entre fevereiro de 2016 e fevereiro de 2017 em seis das 12 categorias monitoradas pelo Índice Comerc Energia. Esse aumento indica que as empresas estão retomando sua produção em um ritmo mais forte depois das festas de final do ano, quando muitas adotam férias coletivas, com consequente queda na produção. À exceção de Siderurgia e Metalurgia, cuja retração na demanda foi de 0,66%, todos os demais segmentos apresentaram aumento no consumo de energia em relação a janeiro, sendo que, em cinco deles, o aumento foi superior a 5%.
O Índice Comerc Energia leva em consideração o consumo das cerca de 1.300 unidades na sua carteira, pertencentes a mais de 700 grupos industriais e comerciais que compram a energia elétrica no mercado livre.

 

Edição 135 – Abril de 2017

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