Instalações elétricas críticas e de (atendimento às cargas de) missão crítica – 3ª parte

jul, 2010

Edição 54, julho de 2010

 Por José Starosta

Operação e manutenção de instalações considerando aspectos de operação com procedimento e segurança da equipe

Os procedimentos de operação e manutenção de instalações de atendimento a cargas de missão crítica assemelham-se aos aplicados em usinas e subestações de concessionárias. As equipes são treinadas e os procedimentos documentados, sendo estes ainda discutidos e revisados a cada nova oportunidade. Toda a instalação é documentada, assim como as ocorrências e soluções tomadas.

 

 

As instalações críticas dificilmente possuem um técnico preparado para atender às demandas de operação em situação anormal. Em geral, são chamados profissionais de mercado que lutam para religar a planta sem o prévio conhecimento adequado, podendo comprometer o patrimônio e por em risco vidas humanas.

 

Aspectos de eficiência energética e sustentabilidade

As instalações de missão crítica buscam, por meio de análise e quantificação da energia agregada aos processos, como é o caso do indicador PUE (já abordado em colunas anteriores), melhores formas e práticas de concepção e operação das instalações. Disso dependem ações de retrofit de instalações com cuidados adicionais sobre os novos componentes que são inseridos. A redução da energia gasta nos processos é um trabalho de busca contínua de potenciais de redução.

Cada kWh reduzido é colecionado em uma busca incessante pelo resultado de eficiência. Outras ações de sustentabilidade, não relacionadas somente à energia, são também tomadas pela equipe de operação e man

 utenção.

O uso da PDUs, como as da Figura 1, impede que as harmônicas múltiplas de três circulem até as fontes da instalação, reduzindo, além das perdas, a tensão terra-neutro na alimentação das cargas e garantindo uma eficiente blindagem eletrostática, entre outras vantagens.

Nas instalações críticas, o que se observam são transformadores e componentes sobrecarregados, ou sem carga alguma, banco de capacitores em situação de ressonância e ocorrências de explosões intempestivas, ou, ainda, situações em que simplesmente os capacitores ficam ligados o tempo todo, aumentando as perdas significativamente.   

A Figura 2 apresenta um condutor “descolorido” por conta da constante sobrecarg

 a a que tem sido submetido em sua operação normal.

Por fim, propomos um convite para que todos contribuam com este propósito: o de fomentar o desenvolvimento técnico e a melhoria das instalações e treinamento das equipes em quais forem suas áreas de atuação. As escolas técnicas, os cursos profissionalizantes, os cursos de engenharia, de extensão, de pós-graduação e os de atualização estão aí para o competente auxílio com suas abordagens atualizadas.

Estaremos progredindo quando estivermos mudando os tipos de erros que com

 etemos em nossas carreiras.

Figura 1 – PDU com trafo isolador. Crédito: Eato

n

Figura 2 – Condutores operando em regime de sobrecarga.

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