Inspeção e manutenção

abr, 2015

Edição 110 – Março 2015
Por Jobson Modena

Atendendo a algumas solicitações, voltamos a abordar “inspeção e manutenção”, assunto tão importante para que um Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA) seja mantido em perfeitas condições de funcionamento e que essa situação esteja devidamente documentada.

Quando se trata da ABNT NBR 5419:2015, podemos dizer que não aconteceram grandes alterações no texto no que se refere a inspeção e manutenção. Na realidade, grande parte do texto da seção 6 da versão de 2005 foi incorporada ao texto da seção 7 da parte 3 da versão 2015, dessa forma, teremos várias prescrições, sempre com o objetivo principal de manter a operacionalidade do SPDA com consequente minimização do risco envolvido.

Os maiores vilões de um SPDA sempre foram a ignorância no assunto, a negligência no trato com o sistema e a corrosão. Tentando minimizar os efeitos gerados por esses aspectos, a norma traz uma lista do que deve ser feito para a preservação da proteção, como a importante manutenção da documentação de inspeção, do projeto (desenhos e memoriais) e dos relatórios/laudos de conformidade para que estejam sempre atualizados e disponíveis quando necessário.

Os prazos

Inspeções visuais, realizadas por pessoas minimamente orientadas para observar se alguma peça está solta, quebrada ou oxidada, devem ser realizadas de seis meses a um ano, dependendo das condições do local, ou se houver suspeita de que o SPDA foi atingido por raio.

Inspeções periódicas obrigatórias devem ser realizadas em intervalos de um a três anos, no máximo, dependendo da agressividade que o ambiente estiver impondo ao SPDA. Nesta etapa, é necessário que seja gerado um relatório técnico, acompanhado de ART do profissional executante, onde constará a situação do sistema e quais intervenções são necessárias, se existirem, para adequação.

Ensaios

É importante ressaltar que os 10 ? existentes no texto da versão 2005, que deveriam servir como fator limitante para a existência de tensões de toque e passo suportáveis por pessoas e instalações a que o eletrodo de aterramento servisse, foram extremamente mal interpretados ao longo desses anos. Os 10 ? acabaram sendo exigidos como parâmetro de verificação da sua integridade física, assim, esse valor foi suprimido do texto da versão 2015 e, em seu lugar, o relatório deve apresentar resultados de ensaios de continuidade elétrica dos eletrodos de aterramento, conforme o item 7.3.2. Cabe esclarecer que medidas adicionais para prevenir as tensões superficiais foram acrescentadas na seção 8.

Dessa maneira, por solicitação ou quando a situação for relevante, vamos apresentando mais alterações relacionadas à nova ABNT NBR 5419:2015.

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